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Arquivo de maio, 2009

Arte na Praça - 4ª edição com Ivald Granato e José Roberto Aguilar

29, maio, 2009

Para celebrar a arte e, também, a memória do fotógrafo Eduardo Barrox, o Arte na Praça, dia 30 de maio, a partir das 14h, apresenta os performáticos Ivald GranatoJosé Roberto Aguilar, no Espaço Plínio Marcos, tenda na Feira de Artes da Benedito Calixto. Criado para proporcionar, em São Paulo, mais um espaço para artistas visuais, o Arte na Praça retoma suas atividades e, aproveita a oportunidade, para homenagear o fotógrafo, idealizador do projeto e editor do Jornal da Praça, Eduardo Barrox.

Com apenas três edições, o Arte na Praça teve início ano passado, em abril, com Ivald Granato em, junho, com o artista do graffiti e muralista, Eduardo Kobra e, em julho, com José Roberto Aguilar numa participação poética de Roberto Piva. As atividades foram interrompidas por conta da doença e morte, em fevereiro de 2009, de Barrox. Iniciativa do Jornal da Praça, standard mensal, criado há sete anos, também por Eduardo, e em parceria com O Autor na Praça, o projeto Arte na Praça tem como objetivo retomar os happenings e proporcionar experiências de convivência entre público e artista em tempo real. A atual editora do Jornal da Praça e coordenadora do Arte na Praça, jornalista Cristina Livramento “Camaleoa”, conta que ver o artista em movimento e o desenrolar de sua obra bem à sua frente é uma experiência e tanto. “É uma oportunidade única de conhecer como se dá a arte de verdade e desmistificar, também, todo um conceito”.

Nessa edição de retomada do Arte na Praça, Ivald Granato e José Roberto Aguilar farão uma interferência sobre foto feita por Barrox. “Na verdade a idéia inicial era usar a tela em branco, mas foi Granato que, quando soube da homenagem, sugeriu que fosse feito a arte direta sobre uma foto dele”. O trabalho foi escolhido por Cristina, também companheira de Eduardo, entre várias fotografias ao longo de sua carreira. “Eduardo trabalhou como fotógrafo profissional desde a década de 70, em revistas masculinas, com moda e publicidade e lecionou na, década de 80, na Escola Panamericana de Arte. Dizia que ‘enquanto escritor podia ser um bom fotógrafo’.”

Na ocasião acontece o lançamento do número 68 do Jornal da Praça e tarde de autógrafos de Granato com o livroIvald Granato Art-Performance 1968-1978 e Art-Performance 1978-2008 e Aguilar com os livros Tantra Coisa,Hércules Pastiche e a Revolução Francesa de Aguilar, além do Cd Aguilar e a Banda Performática. Haverá leitura de textos por convidados.

Tudo pode ser esperado para essa edição do Arte na Praça. Na primeira, com Granato, vários artistas, como Chico César e Lenira Rengel, marcaram presença e acabaram por serem integrados ao happening. Dessa vez não deve ser diferente. Com esses dois performáticos, Granato e Aguilar juntos, tudo é possível.

Saiba mais sobre Ivald Granato, seus livrosJosé Roberto Aguilar.

Serviço:

Arte na Praça – 4ª edição com Ivald GranatoJosé Roberto Aguilar.

Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros

Dia 30 de maio de 2009, sábado, a partir das 14h.

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Joseph K? divulga 2° álbum com agenda de shows em Junho

29, maio, 2009

O trio cearense comemora 5 anos de banda com o lançamento de “The Full Time Rockers Club” (baixe aqui), seu segundo álbum virtual. De 6 a 27 de Junho, o grupo cumpre agenda de shows dando continuidade, pós-lançamento, à divulgação do disco

Após o lançamento de seu segundo álbum virtual, The Full Time Rockers Club, disponível para livre download em www.paneladiscos.com, o Joseph K? cumpre agenda de shows a partir do dia 6 até 27 de Junho. São três datas em Fortaleza e uma em Tauá, no interior do Ceará:

6/6 – Show aKústico, no Cantinho Acadêmico (Benfica) – Fortaleza
13/6 – Com Macula e Andes, no Mocó Studio (Praia de Iracema) – Fortaleza
20/6 - Show aKústico, no Cantinho Acadêmico (Benfica) – Fortaleza
27/6 – Tauá (CE)

Além da forma tradicional “guitarra-baixo-bateria”, a agenda destaca os shows em formato acústico. Músicas de trabalhos anteriores como o EP De Cabeça para Baixo (DoSol/2007) e do Caos FM, o primeiro álbum, ganham novos arranjos, adaptando a sonoridade pesada do trio aos espaços de pequenos bares e auditórios em Fortaleza.

Mais sobre o disco – The Full Time Rockers Club amplia o perfil do trio: agora, o Joseph K? compõe também em inglês. Boa parte do novo repertório foi feito desta forma, embora o primeiro single, Fuja de Mim, traga letra em português. O disco está disponível apenas 1 ano depois do lançamento do primeiro álbum oficial da banda, Caos FM (DoSol/Panela Discos).

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Selo Sinewave e banda Herod Layne lançam filme sobre turnê internacional

25, maio, 2009

O selo virtual Sinewave promove o lançamento do documentário “Je Me Souviens…”, protagonizado pela banda Herod Layne em sua turnê pelo Canadá. O filme tem sessão première marcada para o dia 30 de maio, às 16h, no hotel Tryp Iguatemi, São Paulo.

A banda paulistana realizou sua primeira turnê internacional em março passado, convidada a participar do festival Canadian Music Week, em Toronto. A viagem foi registrada em mais de 6 horas de vídeo, e deu origem ao documentário “Je me Souviens…”, sob direção de Sacha Leite Ferreira, com duração de 65min. No filme, os membros do grupo narram a experiência de uma banda independente ao se lançar em terras canadenses, mostrando os altos e baixos da viagem e de seus shows, a receptividade estrangeira a uma banda brasileira, além de aconselhar os músicos que queiram seguir a mesma trajetória. A trilha sonora do filme é composta por diversos artistas divulgados pela Sinewave, como Gray Strawberries, Duelectrum, A Sea of Leaves e Andrei Machado, além de faixas da própria Herod Layne.

Sobre o selo
A Sinewave é um selo virtual especializado em bandas brasileiras de post-rock, shoegaze e experimentais em geral. O selo disponibiliza downloads gratuitos de todo o seu casting, além de produzir um podcast quinzenal. Atualmente organiza o primeiro festival com as bandas do selo, a ser realizado em São Paulo.

Sobre a banda
A Herod Layne é formada por Sachalf (guitarra), Elson (baixo, guitarra) e Johnny (bateria). Já lançou dois singles - “Walking The Valley” (2008) e “Sealand Fire” (2009), e um album - In Between Dust Conditions (2008), todos lançados pela Sinewave e disponíveis no site do selo.

Serviço
Sessão première do documentário “Je Me Souviens…”
Direção: Sacha Leite Ferreira
Data: 30 de maio, 16h
Local: Tryp Iguatemi - Sala Madrid - Rua Iguatemi 150, Itaim Bibi, São Paulo, SP
Preço: Entrada gratuita, com distribuição de senhas às 16h

Links
- Sinewave: http://www.sinewave.com.br
- Herod Layne: http://www.myspace.com/herodlayne

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Rolla Pedra - BSB

21, maio, 2009

Marcelo Camelo no Music Hall - BH

19, maio, 2009

Music Hall – Sábado - 30 de maio

Marcelo Camelo

Abertura da casa: 22 horas. Show Marcelo Camelo: a partir das 23 horas.

Ingressos:

Pista

1º lote - R$60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia-entrada)

2º lote - R$70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia-entrada)

3º lote - R$80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)

4º lote - R$90,00 (inteira) / R$ 45,00 (meia-entrada)

Classificação Etária: 18 anos. Menor de 18 anos é permitida a entrada somente acompanhada pelo responsável legal ambos munidos de documentos com foto.

Venda de Ingressos: Bilheteria do Music Hall, de segunda a sábado, das 12 às 20 horas, Quiosque Shopping Cidade (piso GG), loja 5ª Avenida (27C no 3º piso), Leitura Megastore BH Shopping, pelo site www.ingressorapido.com.br e telefone 4003-1212.

Outras informações - Telefone: 3461 4000 e www.musichallbh.com.br

Release oficial, por sua conta e risco:

Marcelo Camelo faz show de lançamento do CD “Sou” no Music Hall

O cantor e compositor Marcelo Camelo apresenta no Music Hall (Av. do Contorno, 3239 – Santa Efigênia), na sábado, dia 30 de maio, o show de seu primeiro álbum solo Sou. No palco, Marcelo Camelo (voz, violão e guitarra) é acompanhado por Fernando Cappi (guitarra), Marinho (guitarra), Guilherme Granado (vibrafone e teclados), Marcos Gerez (baixo), Maurício Takara (bateria), Rogério Martins (percussão) e Rob Mazurek (trompete).

Desde setembro de 2008, Marcelo Camelo está na estrada com a turnê do álbum “Sou”, lançado pelo seu selo Zé Pereira através da Sony-BMG. Após passar oito meses em estúdio gravando as 14 faixas de seu primeiro disco solo, Marcelo se apresenta nos principais palcos do país ao lado da banda Hurtmold e do trompetista norte-americano Rob Mazurek. O repertório é baseado nas canções inéditas de “Sou” - Doce Solidão, Janta, Téo e a Gaivota, além de outras composições de Camelo como Despedida (gravada por Maria Rita) ou Morena (do repertório do Los Hermanos).

Marcelo Camelo - “Sou”

É o meu querido irmão Marcelo quem faz a família cantar o Parabéns mais alto que já ouvi. “Agora é hora de cantar com força e espantar o que há de ruim”, costuma dizer. Já perdi a conta das festas em que ele reuniu todos à minha volta e celebrou, com o isqueiro fazendo às vezes de vela e bolo, o meu aniversário. Também é a ele, com sua estatura, humor e violão de domingo, que a gente dirige o olhar nas poucas oportunidades onde todos se encontram. Marcelo carrega o elo.

Por isso é engraçado quando as pessoas que apenas o conhecem na figura do artista vêm falar sobre seu isolamento, sua timidez e estranheza. Não que ele não seja isolado, tímido e estranho. Às vezes, alcançar o universo dele é difícil e, por trás da alegria com a qual estou habituado, enxergo uma pessoa profundamente só. Quase sempre só. E isso confunde, porque, embora tenhamos uma intimidade irmã, existe esse muro (um mundo) que nos separa. Pois esse CD me ajudou a atravessar tudo e – tão exposto – Marcelo está agora bem perto.

Essa ambivalência de emoções converge aqui. Tudo no mundo parece fazer parte de algo único, onde o encontro de palavras, harmonias e idéias díspares forma o que ele é: que é como ele canta. “Caminho em frente pra sentir saudade” (Janta, faixa 5); “Todo amor encontra sempre a solidão” (Téo e a gaivota, faixa 1); “Posso estar só mas sou de todo mundo” (Doce solidão, faixa 4) e “Amor eu vivo tão sozinho de saudade” (Saudade, faixa 13).

Há momentos em que a solidão dá a melodia. As notas da estrofe única “E lá vai deus sem sequer saber de nós / Saibamos pois/ Estamos sós” (Passeando, faixa 3) sinalizam o instante em que o sentimento empurra para baixo. Assim, o dilema entre o perene e o efêmero, questão comum à maioria das músicas, aparece quase como conseqüência: “E até esse pra sempre / Tudo passa” (Tudo passa, faixa 2); “Pode ser cruel a eternidade” (Janta) e “De que vale ser aqui / Onde a vida é de sonhar liberdade?” (Liberdade, faixa 8).

Mas para esses versos há sempre resposta. A impressão, mais uma vez, é de que todo sentimento traz um oposto que o traduz com perfeição: “Pode ser até do corpo se entregar mais tarde / Parece simples mas a gente às vezes é / O amor é lindo deixo tudo que quiser eu não me queixo em ser / Acho normal ver a vida feito faz o mar num grão de areia” (Mais tarde, faixa 6). Quando a levada rock chega, empurra para cima e torna a resignação de Mais tarde reconfortante.

E qualquer ponto de vista torna-se lindo quando é defendido dessa forma. Uma crença de que a beleza da vida está em caminhar no mundo à mercê do acaso, das misturas, daquilo que é comum a todos os sentimentos: “Onde você for ó vida me leva / Todo sentimento me carrega” (Vida doce, faixa 12). Para quem leva em si a ambigüidade, a marchinha Copacabana (faixa 11) é finalmente o encontro com a alegria plena. Por lá, “o coração tá com jeito de bem me quer”, “os velhinhos são bons de papo” e “as gordinhas um alvoroço”. Não à toa, o bairro é o lugar de mais mistura em que a família já morou, onde as emoções coexistem.

Num cantar baixo, sussurrado até, Marcelo fez um disco que soa – difícil dizer exatamente porque – universal na sua brasilidade. É possível que o peso contemporâneo que a turma do Hurtmold impõe à boa parte das canções (sejam elas sambas, rocks ou guitarradas) ajude nessa guinada em direção ao mundo. A opção por gravar instrumentos e voz ao vivo também aproxima. Os barulhos de mar e crianças entre as músicas, os espaços dos arranjos, os bastidores da gravação (as participações de Dominguinhos e Mallu Magalhães são especialmente felizes neste sentido); o CD é íntimo e cheio de vida.

Termino o disco com o sentimento de ter travado uma sincera conversa com Marcelo. E com a sensação de que, como eu, qualquer ouvinte pode vivenciar esse diálogo. Conheço-o agora melhor e tenho orgulho da sua mais bonita obra. Quando escuto “Moça por favor / Cuida bem de mim” (Menina bordada, faixa 7), lembro da nossa mãe tão preocupada com tudo (Ana, das pinturas reproduzidas no interior do encarte). Lembro ainda do nosso pai (Ernesto), infinitamente disposto a ajudar, que com esse CD transformou-se num inesperado grande produtor executivo. Nesse mar de solidão, desse “sou” que é igual ao “nós”, estamos sempre no barco contigo, irmão. Afinal, Camelo também carrega o elo.

Por Thiago Camelo.

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