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Lançamentos: Constantina, Lestics, This Lonely Crowd e Huey

Várias bandas brasileiras estão com discos na praça para download gratuito. Confira e baixe.

O Constantina, ótima banda instrumental de Belo Horizonte, vem com “Pelicano”, álbum de quatro faixas, Pelicano, Escafandro, Puerto Vallarta e Salva-Vidas, gravadas entre 2007 e 2008, que nasce como uma celebração, representando o resgate de sua história musical e dando continuidade às comemorações de 10 anos.

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Já o Lestics, de São Paulo, retorna com “Seis”.  Na ativa desde 2007, o Lestics começou como um duo, experimentou diferentes formações e hoje é composto por Olavo Rocha (voz), Marcelo Patu (baixo e violão) e Marcos ‘Xuxa’ Muela (bateria). Nesses oito anos, a banda namorou firme com o rock e o folk, flertou com o pop e a psicodelia, e também foi vista abraçando o country e a música brasileira. Alguns desses gêneros seguem presentes em Seis, mas agora o trio coloca novas cartas na mesa, a começar pela produção cuidadosa de Marcio Tucunduva.

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Möbius And The Healing Process, novo álbum do This Lonely Crowd, é um trabalho conceitual. Ávidos leitores de fábulas e contos de fadas, as letras contam a história de uma garota na eterna fuga de um lobo em uma estrada na forma da fita de Möbius, enquanto se protege de pétalas e pássaros para enfrentar seus medos. Sob aforismos, é a história recente do This Lonely Crowd exorcizando seus próprios demônios. Depois de enfrentar uma perda familiar e uma grave doença, a banda se fechou em um processo de auto-análise e busca por caminhos. O “processo de cura” do título na verdade é literal – não à toa, no provável momento mais forte do disco (“Forlorn Hope”), a garota da história enfrenta o lobo bradando um “tenho tanta força em mim que você não tem ideia”, sob guitarras furiosas dignas de um Slayer ou Napalm Death. É quase a terapia primal de Arthur Janov – a cura pelo enfrentamento extremo. Violência igual tem “Locked-Inn”, quase uma vinheta de um minuto e meio de baterias desgovernadas e riffs black metal. No processo de cura, as guitarras não descansam.”

Com o Huey, a pressão da música se multiplica, fazendo o ouvinte transcender a uma experiência sonora nova, viajando entre o clássico metal sessentista, o stoner rock de Los Angeles e o experimental viajante da Califórnia. O peso das três guitarras, as batidas quebradas e o inesperado baixo, criam uma massa sonora que envolve o ouvinte em riffs sedutores e expressivos, deixando clara a força instrumental que a banda carrega desde o EP de estreia, ¡Qué no me chingues wey!, e o single “Por Detrás de Los Ojos”, que atingiu 15.000 plays no lançamento.

Agora, ao lançamento de Ace – primeiro disco completo do quinteto paulista – o som ganhará ainda mais ruas e ouvidos pelo mundo. Produzido por Aaron Harris(ISIS/Palms) no Infrasonic Sound Studio, em Los Angeles, o trabalho traz sete faixas inéditas dentro dos quatro anos de carreira do grupo.

Sou jornalista e desde 2003 escrevo sobre música, cinema, literatura e outros assuntos em diversos veículos digitais e impressos. Fundei a Movin' Up em 2008. Publiquei os livros "Meu Mundo é Hoje" e "11 Rounds", de contos e "Latitude 19 & Outros Hematomas" (crônicas e poemas).

Published in Cena BR