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	<title>Static &#187; sunn 0)))</title>
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	<description>Experimental Noise Music</description>
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		<title>É natural ter medo</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 00:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elson</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o site <a href="http://www.avclub.com" target="_blank">AV Club</a> publicou um artigo chamado <a href="http://www.avclub.com/articles/alices-restaurant-doesnt-live-here-42-10-minute-po,33657/" target="_blank">&#8220;Alice&#8217;s Restaurant&#8221; doesn&#8217;t live here: 42 10+ minute &#8220;pop&#8221; songs worth your time</a> &#8211; uma (boa) lista de canções com mais de 10 minutos de duração, incluindo clássicos de Bob Dylan, Velvet Underground, Kraftwerk e outros. Segundo os editores do site, um dos critérios foi reunir faixas não-instrumentais, o que elimina praticamente todo o post-rock.</p>
<p>Desfazemos essa injustiça na lista abaixo, incluindo também outras músicas com vocais que ficaram de fora. Enjoy!</p>
<p>(Matéria originalmente publicada no site <a href="http://mtv.uol.com.br/bis/blog/%C3%A9-natural-ter-medo-m%C3%BAsicas-com-mais-de-10-minutos" target="_blank">BIS</a>)</p>
<p>
<img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/01_explosions-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-14" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>EXPLOSIONS IN THE SKY &#8211; &#8220;It&#8217;s Natural To Be Afraid&#8221;</strong> (13:27)<br />
Um dos nomes mais conhecidos (e imitados) do post-rock, a banda é mestre em usar as habituais melodias delicadas se alternando com explosões furiosas de ruído &#8211; a velha fórmula, portanto. Não importa se está desgastada, continua fascinante.
</p>
<p>
<img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/02_mogwai-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-15" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>MOGWAI &#8211; &#8220;My Father My King&#8221;</strong> (20:13)<br />
Mogwai tem várias canções com mais de 10 minutos, desde clássicos como &#8220;Like Herod&#8221; e &#8220;Mogwai Fear Satan&#8221; até faixas mais obscuras como &#8220;Stereodee&#8221;. &#8220;My Father My King&#8221;, lançada em single em 2001, tem uma descrição no encarte que resume toda a carreira da banda &#8211; &#8220;duas partes de serenidade e uma de death metal&#8221;. Espetacular.
</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/03_godspeed-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-16" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>GODSPEED YOU! BLACK EMPEROR &#8211; &#8220;Rockets Fall On Rocket Falls&#8221;</strong> (20:42)<br />
Os mestres das faixas longas. Dá pra contar nos dedos quais músicas do GYBE não passam de 10 minutos. <em>Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven</em>, de 2000, tem quatro faixas, todas em torno de 20 minutos. &#8220;Motherfucker = Redeemer&#8221;, do último disco, <em>Yanqui U.X.O.</em>, chega a mais de 30. Mas &#8220;Rocket Falls&#8221;, também do <em>Yanqui U.X.O.</em>, é a obra-prima – o crescendo fúnebre de 10 minutos no meio da música é de gelar a espinha.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/04_asilvermtzion-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-17" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>A SILVER MT ZION &#8211; &#8220;1,000,000 Died to Make This Sound&#8221;</strong> (14:42)<br />
Banda paralela de Efrim Menuck, que com o fim do Godspeed assumiu o ASMZ como banda oficial. <em>13 Blues for Thirteen Moons</em> contém dezesseis faixas &#8211; doze com cinco segundos de duração, quatro girando em torno de quinze minutos. Efrim assume de vez seu papel freak-folk cantando cada vez mais, e cada vez pior. O que torna <em>13 Blues</em> um disco estranho e genial.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/05_mono-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-18" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>MONO &#8211; &#8220;Moonlight&#8221;</strong> (13:05)<br />
Mais uma banda acostumada a faixas longuíssimas – <em>Palmless Prayer, Mass Muder Refrain</em>, lançado em 2006 em colaboração com o World&#8217;s End Girlfriend, contém cinco faixas em torno dos 15 minutos, mas que podem ser consideradas uma única faixa de mais de uma hora de duração. Difícil é escolher a obra-prima dessa banda japonesa. Fiquemos com &#8220;Moonlight&#8221;, a faixa que encerra o magnífico <em>You Are There</em>, também de 2006.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/06_yndihalda-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-19" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>YNDI HALDA &#8211; &#8220;Illuminate My Heart, My Darling!&#8221;</strong> (17:34)<br />
Obscura banda inglesa de post-rock com um único disco lançado &#8211; o espetacular <em>Enjoy Eternal Bliss</em>, de 2007. A banda segue a linha Godspeed de composição &#8211; quatro faixas em torno dos 20 minutos, sendo a &#8220;Illuminate My Heart&#8221; o grande épico do disco.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/07_jesu-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-20" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>JESU &#8211; &#8220;Infinity&#8221;</strong> (49:30)<br />
O incansável Justin Broadrick (Napalm Death, Godflesh) só esse ano lançou três discos, contando dois com o Jesu e um com seu projeto Greymachine. Do Jesu, além do recém-vazado <em>Opiate Sun</em>, tem esse &#8220;Infinity&#8221;, single de uma única música de 49 minutos de duração. Talvez um meio termo entre o post-metal e o shoegaze &#8211; vocais por vezes melancólicos, por vezes gritados, e muita viagem instrumental.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/08_crippled-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-21" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>CRIPPLED BLACK PHOENIX &#8211; &#8220;Time of Ye Life &#8211; Born for Nothing &#8211; Paranoid Arm of Narcoleptic Empire&#8221;</strong> (18:36)<br />
Banda paralela de Dominic Aitchison (Mogwai), o Crippled Black Phoenix talvez seja o herdeiro do Pink Floyd por excelência &#8211; há passagens que são tão influenciadas pelo clássico progressivo que chegam quase ao nível da citação. Sua discografia é um pouco confusa &#8211; lançaram três discos esse ano, sendo dois inéditos lançados simultaneamente, e uma espécie de best-of dos outros dois, lançado antes. Na dúvida, ouça os três.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/09_sleep-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-22" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>SLEEP &#8211; &#8220;Dopesmoker&#8221;</strong> (01:03:31)<br />
Sim, mais de uma hora de música. Sleep é uma das pedras fundamentais do stoner doom metal. &#8220;Dopesmoker&#8221; foi gravada em 1993, mas logo engavetada &#8211; a gravadora se recusava a lançar uma música de uma hora de duração. Lançada em uma versão light em 1999, cortada em seis partes e mutilada em mais de dez minutos, a faixa acabou ganhando vida em 2003 em sua versão completa. E ainda acompanhada de uma faixa bônus de mais de nove minutos.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/10_om-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-23" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>OM &#8211; &#8220;At Giza&#8221;</strong> (15:56)<br />
Formada das cinzas do Sleep, OM faz música altamente psicodélica somente com baixo, bateria e um vocal influenciado por cantos tibetanos. Al Cisneros quase encara Syd Barrett na lisérgica &#8220;At Giza&#8221; e sua letra compreensível apenas para iniciados &#8211; algo a respeito de viagens sob sóis gêmeos e peregrinações a oráculos. Viajante e viciante.</p>
<p><img src="http://revistamovinup.com/static/wp-content/uploads/2009/10/11_sunn0-150x150.jpg" width="75" height="75" class="alignleft size-thumbnail wp-image-24" style="border-width:1px; border-style:solid; margin-right:5px" /><strong>SUNN 0))) &#8211; &#8220;Aghartha&#8221;</strong> (17:34)<br />
Doom metal absurdamente lento. Baixo e guitarra fazendo drones em afinação baixíssima. Não há bateria ou qualquer menção a ritmo. Vocal aterrador &#8211; um demônio recitando um poema sobre a criação de uma nova Terra. Um piano tocando um único acorde. Ruído de passos na água. Trilha sonora perfeita para um conto do HP Lovecraft. Não ouça à noite.</p>
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