Archive for dezembro, 2009

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Da Escandinávia e as Ilhas do Norte: Ilhas Orkney.

As ilhas Orkney é um arquipélago pertencente ao Reino Unido, situado a por volta de 16 km do extremo norte da Escócia.

Existem registros de ocupação humana nas ilhas desde o período Mesolítico, a mais de 6.000 anos antes de cristo. Três milênios antes de Cristos é data em que se encontram muitos dos sítios arqueológico de civilações, de assentamentos, nas ilhas. É deste período que data o impressionante sítio de Skara Brae, em que hoje é possível observar residências e móveis de quase cinco mil anos!

Na Idade de Ferro se encontram nas ilhas Orkney a presença de celtas pictos de língua brythonica. Celtas de origem gaélica também foram ocuparam as ilhas antes da invasão nórdica.

No período de florescimento expansão viking, nos século VIII e IX, as Ilhas foram usadas como base das explorações vikings ao norte da Escócia, sendo as ilhas oficialmente anexandas à Noruega no ano de 875. A ilha foi cristianizada 995 e, de fato, continuou sob domínio norueguês até o século XVI, quando ela passou a mãos escocesas de forma inusitada: as ilhas foram como uma espécie da garantia ao pagamento dos dotes do Rei Christian I da Noruega ao fazer sua filha se casar com o Rei Jaime III da Escócia. Como os dotes jamais foram pagos as ilhas permaneceram com a Escócia.

A cultura das ilhas Orkney, assim como será , de maneira mais acentuada nas Shetlands (como veremos), é marcada por este diálogo entre a presença escocesa (pela proximidade geográfica, hoje, evidentemente dominante) e a cultura norueguesa. É possível identificar nomes de lugares, e mesmo palavras de origem nórdica, nas ilhas. Assim como em seu folclore se encontram os trows, os trolls das ilhas!

A música também efetua esta ponte entre a Escócia e a Noruega. Sob a dominância do estilo elegante e swingado (bouncy diriamos, com mais rigor, em língua inglesa), em relação à música irlandesa, se enxertam influências nórdicas, que provém não só da influência histórica , mas da proximidade geográfica.

No play das irmãs Hazel e Jennifer Wrigley (foto), maiores expoentes da música da ilha hoje, é possível notar este crossover. Por exemplo, na composição das irmãs chamada ‘Compliments to the Orkney Norway Friendship Association’ (comprimentos a associação de amizade orkney-noruega) Jennifer toca um violino hardanger, violino típico norueguês.

Ouçam o CD e notem esta Escócia tingida de Noruega que representa o som das ilhas representado muito bem pelas irmãs Wrigley.

CD Irmãs Wrigley

Referências: Artigo ‘Orkney’ na wikipedia e para música apoio de: http://www.sfcelticmusic.com/shetland/shetland.htm

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Bandeira das Ilhas Orkney:

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Mapa das Ilhas Orkney em relação ao norte da Escócia:

okiBelissímo penhasco na ilha:

Orkneys-_About_70_islands_only_23_inhabited_make_up_the_archipelago_of_the_Orkneys.165145457_stdSitio de Skara Brae (3.000 a.C!!!) visto de cima:

Skara BraeSkara Brae, em uma de suas residências:

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NOR-Bergen-nite-SPL

Das músicas tradicionais da Europa talvez a que nas últimas décadas, mais se fortaleceu e renovou foi a da música da Escandinávia. Hoje existem dúzias, ou mesmo centenas, de excelentes grupos que bebem da belíssima tradição da península e dos países que com ela compartilham do mesmo caldo musical, da mesma tradição.

A música da Escandinávia é então um prato cheio (ou um smogasboard cheio!), um ambiente que nos dá muito pano pra manga.

Ainda assim vou tomar um percurso distinto aqui. Vou não apenas tratar dos paises da península, mais a Dinamarca que embora esteja situada em outra península (vejam no mapa) e evidentemente bastante escandinava, e das Ilhas a elas diretamente vinculados, mas eu vou (nós vamos) passar pelos arquipélagos britânicos que possuíram em sua história influencia escandinava – e cujas músicas tradicionais, ainda hoje, mostram estes vestígios históricos.

Então fica aí o mapa com o trajeto de nosso percurso musical (a Finlândia está escondida à esquerda, no decorrer dos posts vou lançando outros mapas); percurso que vai durar até o próximo ano. Espero que curtam:

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6
dez

Próximo(s) Destino(s)…

   Posted by: tiago    in xSem categoriax

Northern Lights over the fjordsRumo ao norte….

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JoaquimdasEirasm1c

As bandas de gaitas é uma tradição na região do Trás-Os-Montes no extremo nordeste de Portugal, ainda que hoje encontremos gaitas-de-fole em outras regiões (por exemplo, os Gaiteiros de Lisboa).

Em Trás-Os-Montes os gaiteiros, acompanhados em geral da caixa e do bombo, animavam as festas de pauliteiros (cuja dança tradicional lembra bastante a ‘morris dancing’ dos ingleses), ofícios religiosos, procissões…era como as bandas de casamentos que temos hoje, mas, sem dúvida, mais interessantes!

Em Trás-Os-Montes se toca a gaita-de-fole local a gaita transmontana, ou a gaita mirandesa. Esta gaita, como aponta o excelente artigo deste site, se assemelha à gaita das regiões espanholas fronteiriças a Portugal, como as regiões da Sanabria, Aliste e Zamora. Única é a decoração gravada em madeira, típica das gaitas da região.

Nas últimas décadas ocorreu uma revitalização das bandas de gaitas transmontanas , o que rendeu o surgimento e a popularização de bandas de gaiteiros na região, caso do Galandum Galundaina, banda cujo primeiro play fica por aqui como um excelente exemplo das bandas de gaitas portuguesa!

CD Galandum Galundaina

Fica por aqui então a volta por Portugal. O que acharam da música portuguesa e da exposição que fiz dela por aqui? Comentem!

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cavaco

Prometi escrever algo sobre o cavaquinho (que é português!). O cavaquinho embora seja tocado em todo Portugal, e receba através dele diferentes nomes como machimbo, machim, machete, manchete ou marchete, braguinha ou braguinho, cavaco”, é um instrumento particularmente importante nas companhias musicais, ou rusgas, da região do Minho (ver mapa).

Segundo o texto bastante completo deste sítio, a origem do nosso cavaco (que é português, vocês sabem!) pode remeter ao instrumento chamado requinto de origem espanhola. Uma outra curiosidade sobre o cavaquinho é que se atribui a ele a origem do ukelele havaiano levado por um madeirense chamado João Fernandez a Honolulu no século XIX.

O nome ukelele significa pulga saltitante devido a sonoridade que ele, sobretudo em mãos portuguesas possui. E saltitante também é uma boa definição para a música tradicional da região do Minho, que se constitui de canção bastante ‘saltitantes, movimentadas e tradicionalmente alegres. O som do cavaquinho com seu saltitar rasqueado, o “rasgado”, usual na música portuguesa, adicionado das violas regionais (e no caso do play para baixar aí embaixo) do acordeão, compõem o som das companhias musicais do Minho que tocam em ritmos como o vira e tirana.

Curioso pensar que a melancolia do fado seja , para muitos, mais atraente do ponto de vista musical, mas para quem quer beber da fonte da alegria (no bom sentido) ingênua da música tradicional a música tradicional do Minho é  um caminho seguro!

Fica aqui um play com cantares da região do Carreço no Minho: CD Cantares do Carreço.

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IMG1149726122007141906Para quem é do Rio (ou possa ir até lá) fica a dica da apresentação :

Café Irlanda & Alex Navar
A Banda Café Irlanda de música tradicional irlandesa e o Uilleann Piper Alex Navar, se apresentarão no Irish Pub de IPANEMA (foto), no dia 11 (sexta-feira) de dezembro, por volta das 21h.

Irish Pub Ipanema -Tel: (21) 2513-3044.
R. Jangadeiros, 14 – Ipanema – Rio de Janeiro.

É excelente a banda não deixem de comparecer!! Confiram o video de Morrison’s Jig + Baião (sim, excelente crossover!!!) (to foreign visitors: a great blend of traditional irish and brazilian north-eastern music in this video below, check it out!!):

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