
Faço aqui um post extra sobre as Shetlands para escrever sobre um álbum que é um dos meus preferidos no folclore (e não só no folclore). Um, mais do que bem sucedido, encontro entre a música sueca de Ale Möller (frifot) e o violino das shetland de Aly Bain. Ficamos aqui com uma resenha que fiz para a lista dos melhores álbuns da década na revista que hospeda este blog e logo baixo o play para baixar. Não deixem de conferir é um play, simplesmente, maravilhoso!!!
“O violinista Aly Bain, nascido nas Ilhas Shetlands, é mais famoso por seu duo com o excelente acordeonista da música tradicional escocesa continental Phil Cunnigham, assim como é famoso por seus documentários e programas na televisão britânica (entre eles o Transatlantic Sessions que une músicos da tradição britânica e américana), a colaboração de Bain com o sueco Ale Möller é mais esporádica: Beyond The Stacks é o segundo álbum da dupla.
O que , para mim, é, sobremaneira, especial em sua dupla com Möller é o modo que Bain faz encontrar seu elegante violino das Shetlands com as tradições escandinávias de Moller e sua mandola (que é como um grande bandolim! ver foto!). De fato, o lado escandinavo da música das Shetlands (que foi colônia Escandinávia em alguns pontos de sua história) aflora neste álbum, a elegância pastoral do violino de Aly Bain encontra sua perfeita harmonia nas escalas menores, na melancolia por hora serena, por hora mesmo obscura, da música tradicional sueca. Temos aí um dialogo perfeitamente harmonioso entre estas duas belíssimas tradições musicais.
O repertório deste Beyond The Stacks, assim como o, igualmente excelente, primeiro play da dupla Fully Rigged, navega entre as melodias tradicionais das Shetlands, como Daa Broon Coo (sim, The Brown Cow no dialeto da Ilha!), irlandesas como O’Farrel’s welcome to Limerick, escocesas continentais como Lady Mary Ramsay, e ainda polskas e marchas suecas como ‘King Kar’s marsch; Djavulspolska’ (a polca do diabo!). Entre todas as belíssimas, fortes, melancólicas e sutis peças que compõem o álbum, destaco, como talvez a minha melodia preferida em toda tradição musical (não consigo chegar a outro veredicto a ouvindo!!!) o lamento otimista de ‘Crying Waltz’ (a valsa chorosa de coloração escandinava) em que Möller envia suas mágoas para longe em sua gaita de boca acompanhada do violino de Bain…ora, não precisava nos fazer chorar de fato!”
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Tags: escandinávia, shetlands, suécia
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