Archive for maio, 2010

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Caros, hoje não tenho o tempo que gostaria para me dedicar ao post (aliás, os posts estão cada vez mais mirrados…). De qualquer forma, os deixo com este belíssimo exemplo da música do violino das highlands escocesas (que corresponde à porção oeste da Escócia, onde nasce aqueles caras que só morrem quando suas cabeças são cortadas, vocês sabem…).

J Scott Skinner, objeto de nosso post anterior, foi um violinista das lowlands escocesas – ainda que evidentemente influente em toda Escócia. Nas regiões “baixas” ao oeste, como na região de Strathspey o que ouvimos são , sobretudos, é claro,  strathspeys… Já nas highlands ouvimos maior influência das gaitas-de-fole no fiddle playing, muitas marchas, a airs (como aquele que fecha o CD que disponibilizo) que, de certa forma, emulam o som das gaitas (e soando, de fato, bastante naturais neste intento, ouçam e comprovem).

O CD que disponibilizo aqui (a capa é esta aí encima) se trata de uma homenagem de diversos fiddlers das highlands como Duncan Chisholm, Iain MacFarlane and Bruce MacGregor ao professor, no sentido mais metafórico e também  no sentido literal, de todos eles, Donald Riddle.

Outra excelente gravação de scottish fiddle: CD A Highland Fiddler

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skin

Nem só de gaita-de-foles se faz música tradicional escocesa. A Escócia é, afinal, lar de uma grande escola de violinistas tradicionais. Escola que se define pela “força”, a incisividade no uso do arco, o que, de fato, aproxima os violinistas da Escócia de seus gaiteiros, assim como os aproxima dos violinistas da região norte da Irlanda (lembrando que parte do norte da ilha ainda faz parte da República), como (meu predileto entre os fiddlers…) o grande John Doherty.

Neste post, em especial, apresento por aqui um dos gigantes do violino escocês no século XIX (sim, estamos falando de um sujeito nascido há mais de cento e cinqüenta anos, e que de sua música ainda nos resta gravações de excelente qualidade) o rei do strathspey, James Scott Skinner (1843-1927).

O strathspey, a dança segundo a qual Skinner é o rei, é uma dança originária da região de mesmo nome localizada nas lowlands, nas terras baixas do noroeste escocês. Trata-se de uma dança em 4/4, como são as reels e os hornipes. O strathspey, contudo, possuí uma pontuação peculiar (mais próxima das hornpipee do que das reel tunes). No strathspey encontramos o tempo todo os scotch snaps, didvisão rítmica que consiste de uma semicolcheia ligada em uma colcheia pontuada (tataaa, tataaa…)

O repertório de Skinner que foi, além de um ótimo fiddler, um grande tune composer, não se limita a strathspeys, dele ouvimos também bonitos airs, polcas, reels e jigs, tocados sempre no estilo incisivo e “cortante” do violino escocês.

As gravações que disponibilizo aqui, lançadas em CD pela Temple Label de Londres, são gravações realizadas nos EUA da década de 10, ou seja, há exato cem anos! O que não significa que o que se ouve aqui é um amontoado de chiados e ruídos, ao contrário, a gravação é de excelente qualidade, assim como as tunes nelas executadas. Uma preciosa gravação, sem dúvida!

CD J. Scott Skinner – King Of The Starthspey

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Caros, o grande Marcelo Correa leitor do blog e apreciador das gaitas-de-fole me enviou um link para o CD de uma clássica pipe band da Escócia (suprindo de certa forma minha “falha” em disponibilizar um CD de uma pipe band canadense – afinal a vez é a da Escócia por aqui!): a Torphichen and Bathgate Pipe Band, fundada em 1902 como uma das primeiras bandas de gaiteiros civis (não composta por militares, como era a regra).

Fiquem aí com o CD The Curse Of Uluru from the Torphichen and Bathgate Pipe Band

E agradeçam ao Marcelo…:0)

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Mais gaitas no blog! Desta feita um gaiteiro escocês, ou “o gaiteiro” escocês: Fred Morrison.

Fred Morrison, nascido em1963, é um grande virtuoso das gaitas-de-fole  escocesas, não somente da Great Highland Bagpipes, mas também das Reel Pipes  (que vocês podem ver e ouvir no fantástico solo do video abaixo)

Morrison é conhecido por seu piping style bastante peculiar, juntando a antiga tradição gaélica escocesa, com a tradição da ilha South Uist (na Hébridas escocesas, terra dos avós de Morrison). Adicionado a estas tradições Morrison insere ainda seu próprio modo operandis , seu estilo fantasioso, energético e bastante técnico.

Disponibilizo neste post o primeiro álbum de Morrison denominado The Broken Chanter , álbum um pouco mais enraízado, menos ousado que as gravações posteriores, mas igualmente impressionante. Neste álbum Morrison toca sobretudo a GHB (mais tarde Morrison introduz às gravações mais constantemente as uileanns e reel pipes), então para quem gosta das GHB temos aqui uma das mais importantes gravações do instrumento.

CD Fred Morrison – The Broken Chanter.

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Fred Morrison tocando a reel pipe:

Fred Morrison tocando a GHB:

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the band

Para dar início a nosso percurso (que não será breve!) através da música da Escócia (ou a música de Alba, denominação gaélica do país), nada mais justo e adequado do que começar pelo o “som arquetípico” do país: o som das Great Highland Bagpipes e das Pipe Bands.

As Great Highland Bagpipes, A’ Phìob Mhòr em gaélico escocês, ou simplesmente GHB (não confundir com a banda de punk rock GBH!), podemos considerar, é o mais conhecido instrumento da família das gaitas-de-fole; estas que , como muitos aqui já devem saber, não é uma família de instrumentos oriundos das ilhas britânicas, mas que possui uma extensa história na Europa continental assim como no Oriente Médio.

A GHB escocesa é, entretanto, “a imagem” mundial da gaita; aquela que ouvimos nos desenhos do pica-pau, que alguns odeiam e que muitos (podem me incluir, embora tenha uma queda pelo som das uilleann pipes irlandesas) adoram!

A comparando com sua, bastante distinta, prima irlandesa a GHB é uma gaita menos “plásticas”, musicalmente menos maleável (se trata de uma gaita de curto alcance sonoro, somente nove notas no sistema mixolídio). Contudo, seus três poderosos bordões e sua constituição robusta rendem a GHB o som poderoso e ao mesmo tempo solene que tantos apreciam e que fazem da GHB um instrumento excelente para bandas militares e para ser tocada ao ar livre.

Com efeito, a história das GHB sempre esteve relacionada a seu uso militar. Fosse nos clãs das terras-altas escocesas antes das highland clearances, fosse nos regimentos escoceses no exército da rainha Vitória.

É através vínculo militar que surgem as pipe bands, companhias de gaiteiros e percussionistas (caixas, bumbos, como prevê uma banda militar) que hoje se apresentam em competições mundiais, contando com a participação de companhias de países como a Austrália, Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Irlanda do Norte, entre outros.

De fato, a maioria das companhias de gaiteiros campeãs nestes concursos são “estrangeiras”, de países que não a Escócia. Caso da atual e a mais vezes campeã entre elas a Simon Fraser University Pipe Band que é canadense ou a Field Marshall Montgomery Pipe Band que é da Irlanda do Norte.

Ficamos neste post, então, com um CD da companhia atual campeã, a Simon Fraser University Pipe Band. Começamos nossa jornada pela Escócia com música escocesa do Canadá!

CD Simon Fraser University Pipe Band Live In America

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Simon Fraser University Pipe Band em ação:

Field Marshall Montgomery Band em ação:

GHB solo:

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