Archive for junho, 2010

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O música tradicional da Costa do Marfim se caracteriza pelo uso de percussões melódicas, os tambores falantes (um exemplo é o instrumento abaixo – este , de fato, “falante”).

O país produziu, entretanto, um grande talento no afropop, ou  no afro world music, na voz da talentosa cantora Dobet Gnahoré (foto). A cantora que constrói, cantando em diversas linguas africanas, um belo panorama da música africana – assim como um panorama de seus dolorosos probelmas, que Gnahoré não se furta a destrinchar em suas canções.

Confiram o segundo álbum da cantora: CD Dobet Gnahoré – Na Afriki

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ivory_40985822_1icoast_apPercussão falante da Costa do Marfim:

Dobet Gnahoré:

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A música tradicional coreana, como a música indiana, é subdividida em gêneros diversos que servem a propósitos e a classes sociais distintas.

Encontramos na Coréia do Sul a música essencialmente percussiva do gênero Pungmul; um gênero rural de música que serve ao propósito de festividades rurais. Temos a música que canta estórias e piadas a uma platéia, reunida com este intuito, no gênero Pansori. A música de corte nos gêneros Aak, Dang-Ak ou Hyan-Ak. Temos ainda o gênero Sanjo, música instrumental feita essencialmente para o improvisos em um instrumento denominado gayageum ou kayagum (foto e video abaixo).

É do gênero Sanjo que provém o exemplo que fica para baixar aqui. Um interessante álbum composto como é característico no gênero dos improvisos no kayagum acompanhado de percussão (além de algumas curiosas interjeições dos músicos).

Com alguma imaginação dá para ouvirmos aqui algo da música da kora malinesa, ou mesmo algo de alguns blueseiros estadunidenses mais “imaginativos”, como o grande John Fahey. Isto, é claro, para nossos ouvidos ocidentais.

Fiquem com o play: CD Kayagum Sanjo

Sobre a Coréia do Norte, imagino que ela compartilhe alguns destes gêneros com a Coréia do Sul (já vi e ouvi em documentários de televisão algo do folclore norte-coreano), mas infelizmente não tenho nenhuma gravação de folclore de lá (culpa por certo do magnânimo defensor da liberdade, o “Grande Líder” – digam se a expressão não parece o nome de algum vilão de desenho animado).

Mas para ninguém dizer que a Coréia do Norte foi negligenciada vamos de uma hilariante versão norte-coreana de Dançando Lambada. Sim,isto mesmo! Cantada em um hilário português!Querem dar risada?  Beautiful Music Of North Korea – Dançando Lambada

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Bandeira da Coréia do Sul:

korean-flag-01Bandeira da Coréia do Norte (quero ter um topete igual ao do Grande Líder!):

north-korea-flag2O belissímo som do kayagum:

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Folk_zampona

Agora vamos da música de outros de nossos irmãos sul-americanos. A música do Chile que carrega, ao menos em sua porção norte (a região do deserto do Atacama) os traços característicos da música andina: O uso percussivo/melódico do charango, os bumbos o som único das zampoñas (instrumentos que aqui encontramos nas ruas em mãos bolivianas – foto) ou ainda a flauta quena.

Na porção Sul do Chile, é verdade, encontramos uma maior influencia européia. No mais famoso gêneros da região , o das cuecas (sim, sem piadas), ouvimos por exemplo o acordeão, não raro o piano (como no vídeo abaixo)

A música chilena é conhecida ainda pelos compositores da Nueva Cancion Chilena, grupo de artistas que nos anos sessenta se opuseram a ditadura do general Augusto Pinochet. Da Nueva Cancion Chilena surgiram nomes como Violeta Parra e Victor Jara (que foi brutalmente torturado e assassinado pelo regime), assim como grupos como o Inti-Illimani, o Quilapayún ou o Illapu, grupos que mesclavam o folclore chileno (e o andino em geral) a influências contemporâneas.

Neste post ficamos com o primeiro álbum do Illapu, lançado em 1973, que faz leituras bastante enraizadas da tradição andina (sem deixar de ser engajado politicamente no momento histórico de seu país). Neste álbum encontramos Cancion Y Huaino, uma das mais famosas canções chilenas (vídeo). Canção gravada aqui no Brasil pelo excelente grupo tupiniquim de música andina, o Taráncon.

Álbum: Illapu – Música Andina.

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Cancion Y Huayno com os brasileiros do Tarancón:

A cueca:

Violeta Parra interpretando seu hino Gracias A La Vida:

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balafon

É bem verdade que na África encontramos número maior de bons músicos, ou de músicos profissionais, em países como o Mali (terra de ótimos músicos como Ali Farka Touré ou Salif Keita – sim, o cara que é citado naquela famosíssima canção do Chico César), onde encontramos de fato muitas das origens do blues. Temos, contudo, música (e não só futebol) em países como Camarões.

O país é mais famoso por sua versão do afropop apresentado na música makossa. Versão que, entretanto, não produziu grandes, ao menos não em fama, artistas do gênero. Sally Nyolo, no vídeo abaixo, é uma excelente exceção.

Neste post vamos com um álbum com a música mais “enraizada” das diversas etnias que compõem o país: a música bikutsi e a música ekang. Estes estilos servem a propósitos sociais; no primeiro caso, na música bikutsi, como uma espécie de desabafo dos problemas cotidianos (o que inclui, neste caso com especial ênfase, problemas sexuais cotidianos); no segundo caso, na música ekang, questões religiosas e mágicas são abordadas.

O que ouvimos nesta música em primeira instância é a percussão conduzida por instrumentos de madeira, como o balafon (uma espécie de xilofone -  foto), ou ainda a flauta lela tocada em cerimônias religiosas (que pode ser ouvida na faixa 11 do álbum disponibilizado), além, é claro, do canto que efetua os lamentos e as especulações religiosas que caracterizam o gênero bikutsi.

Fiquem com o álbum: Musiques de Cameroon (da excelente gravadora Ocora)

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