Archive for julho, 2010

Zampogna

Sobre a música da Itália teríamos muito a dizer. Trata-se de um país unificado recentemente (relativamente), que possuí diversos dialetos e diversos “sotaques” linguísticos e também musicais. A tarantella é , sem dúvida, o gênero pelo qual a Itália é reconhecida musicalmente. Mas  aquelas que degostam daquilo que reconhecem como tarantella hoje, não desanimem, as tarantellas “ao modo antigo”, tocadas com incisivos pandeiros, acordeões ou gaitas-de-fole (no CD para baixar temos tarantellas), incapazes de servirem de música de fundo a jantares temáticos, é música, ao menos aos meus ouvidos, muito mais envolvente!

Este post, contudo, será dedicado à zampogna (assim como aos leitores do blog amantes das gaitas, como nosso caro Marcelo Correa).

A zampogna (foto e video abaixo) é a gaita-de-foles típica italiana, tocada em larga medida no centro-oeste e sul da Itália, gaita que chama atenção por dois motivos: Primeira pelas amplas dimensões de sua bolsa (ou fole), bem maior do que a das gaitas escocesas ou galegas, por exemplo. Outro ponto interessante nesta gaita é que ele possuí duas cantadeiras, ou seja as duas mãos operam, em cantadeiras diferentes, os furos a fim de produzir, modificar, o som. E o som da zampogna é “rústico” e robusto. Se o som das uillean pipes irlandesas é em alguma medida doce, o das great highland bagpipes é solene, o da zampogna é ruidoso, forte, algo de antigos camponeses. O interessante é que (como vocês podem ver no video abaixo e também no CD repleto de novenas e “melodias a Noel”) a zampogna é tradicionalmente tocada em Igrejas, nas canções e melodias de natal do centro e sul da Itália.

Fiquem com um disco que somente de zampognas italianas, aliás temos no disco exemplos das diversas espécies de zampogna (a chiave, a zappo, a paro ou a surdalina). Se vocês encontraram por aí algo sobre os diversos estilos de zampognas, enviem para o blog!
CD Zampogna na Itália (desculpem a falta dos tags, na pasta coloquei um arquivo com os títulos das faixas e as espécies de zampognas que são tocadas em cada uma delas)

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A Zampogna:

Uma boa tarantella italiana com o grupo Spaccanopolli (procurem nos p2p, vale a pena!):

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Confesso que nada conhecia da música de Honduras, até de, por necessidade, me deparar com o disco que compartilho por aqui, que se trata da música do povo garifuna de Honduras.

O povo garifuna são os negros caribenhos, os negros, do oeste da África, que se miscigenaram com os índios nativos, e ainda absorveram a cultura espanhola. Na música do povo garifuna, povo que se espalha por boa parte da América Central, é possível, de fato, ouvir a raiz caribenha, que ouvimos em genêros como o merengue (ouçam o marengue da República Dominicana, como o do acordeonista Joaquin Días. É excelente musica!), mesclada a religiosidade espanhola (absorvida em sincretismos com a religiosidade africana, tal como no cambomblé e na umbanda) e ainda os ritmos e a percussão africana.

Não bastasse a curiosidade de ouvirmos este encontro musical de origens distintas o álbum warisin – the music of the garifuna people é um álbum bastante audível e bem gravado. Confiram: Warisin – the music of the garifuna people.

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Turistas e música garifuna em Roatan em Honduras:

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canal2

Sobre a música da Holanda, o fato é que muito do que conheci até agora me lembra música mais recente. Até hoje não encontrei um grupo holandês que não utilizasse instrumentos elétricos ou , ao menos, uma bateria moderna. Isto não é grande empecilho, de fato, pois sempre fui um ouvinte atento de grupos holandeses, em especial do Fungus (ver video abaixo), um grupo de folk-rock que toma o conceito dos grupos do folk-rock inglês e reveste, com muita propriedade, da música tradicional holandesa. Música que é, de fato, bem próxima da Morris Dance inglês. Do baixo forte, que toma conta  muitas vezes da música e conduz a dança.

A impressão, quando ouvimos a música holandesa, é de ouvirmos uma morris dance germânica. E, de fato, a cultura holandesa é um entreposto entre a Inglaterra e Alemanha.

A banda que disponibilizo como exemplo aqui não é  o Fungus, que eu recomendo vocês procurarem, mas uma banda de danças holandesas que utiliza diversas formações, inclusive algumas sem instrumentos elétricos. É um album que nos dá um exemplo mais amplo da música tradicional holandesa, sua clara e constante alegria (de fato, o drama de algumas faces da música inglesa desaparece aqui!), de sua recorrência na mescla do contemporâneo com o tradicional.

Confiram: CD 1e Holandse Dansband – Hopsa

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CB013139Fungus:

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rebetiko 2

A Grécia é um país a que todos devemos. Há sempre algo vital lá. E nós não prestamos a atenção. Bom, ao menos eu deveria prestar mais atenção à Grécia. Deveria saber ler aquelas interessantes letras gregas; deveria conhecer mais Aristóteles; deveria admirar a Grécia antiga, pois, ao que parece, há muito por lá a ser admirado.

Deveria conhecer mais da música grega. Mas conheço o rebetiko: O fado grego, o blues grego, o tango grego, o samba grego (?). A música urbana grega, enfim.

Tudo aquilo que se dá às beiras das grandes cidades em forma de música; em forma de música melancólica, e alegre e otomana, e bizantina, e grega. A catharsis grega, o expurgo dos  incovenientes, os inúmeros incoveninetes secretos da vida urbana, se dá no rebetiko.

CD ΑΝΘΟΛΟΓΙΑ ΡΕΜΠΕΤΙΚΟΥ ΤΡΑΓΟΥΔΙΟΥ [Disc 2]

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