Archive for julho, 2010

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Confesso que nada conhecia da música de Honduras, até de, por necessidade, me deparar com o disco que compartilho por aqui, que se trata da música do povo garifuna de Honduras.
O povo garifuna são os negros caribenhos, os negros, do oeste da África, que se miscigenaram com os índios nativos, e ainda absorveram a cultura espanhola. Na música do povo garifuna, povo que se espalha por boa parte da América Central, é possível, de fato, ouvir a raiz caribenha, que ouvimos em genêros como o merengue (ouçam o marengue da República Dominicana, como o do acordeonista Joaquin Días. É excelente musica!), mesclada a religiosidade espanhola (absorvida em sincretismos com a religiosidade africana, tal como no cambomblé e na umbanda) e ainda os ritmos e a percussão africana.
Não bastasse a curiosidade de ouvirmos este encontro musical de origens distintas o álbum warisin – the music of the garifuna people é um álbum bastante audível e bem gravado. Confiram: Warisin – the music of the garifuna people.
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Sobre a música da Holanda, o fato é que muito do que conheci até agora me lembra música mais recente. Até hoje não encontrei um grupo holandês que não utilizasse instrumentos elétricos ou , ao menos, uma bateria moderna. Isto não é grande empecilho, de fato, pois sempre fui um ouvinte atento de grupos holandeses, em especial do Fungus (ver video abaixo), um grupo de folk-rock que toma o conceito dos grupos do folk-rock inglês e reveste, com muita propriedade, da música tradicional holandesa. Música que é, de fato, bem próxima da Morris Dance inglês. Do baixo forte, que toma conta muitas vezes da música e conduz a dança.
A impressão, quando ouvimos a música holandesa, é de ouvirmos uma morris dance germânica. E, de fato, a cultura holandesa é um entreposto entre a Inglaterra e Alemanha.
A banda que disponibilizo como exemplo aqui não é o Fungus, que eu recomendo vocês procurarem, mas uma banda de danças holandesas que utiliza diversas formações, inclusive algumas sem instrumentos elétricos. É um album que nos dá um exemplo mais amplo da música tradicional holandesa, sua clara e constante alegria (de fato, o drama de algumas faces da música inglesa desaparece aqui!), de sua recorrência na mescla do contemporâneo com o tradicional.
Confiram: CD 1e Holandse Dansband – Hopsa
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A Grécia é um país a que todos devemos. Há sempre algo vital lá. E nós não prestamos a atenção. Bom, ao menos eu deveria prestar mais atenção à Grécia. Deveria saber ler aquelas interessantes letras gregas; deveria conhecer mais Aristóteles; deveria admirar a Grécia antiga, pois, ao que parece, há muito por lá a ser admirado.
Deveria conhecer mais da música grega. Mas conheço o rebetiko: O fado grego, o blues grego, o tango grego, o samba grego (?). A música urbana grega, enfim.
Tudo aquilo que se dá às beiras das grandes cidades em forma de música; em forma de música melancólica, e alegre e otomana, e bizantina, e grega. A catharsis grega, o expurgo dos incovenientes, os inúmeros incoveninetes secretos da vida urbana, se dá no rebetiko.
CD ΑΝΘΟΛΟΓΙΑ ΡΕΜΠΕΤΙΚΟΥ ΤΡΑΓΟΥΔΙΟΥ [Disc 2]



Fungus: