Archive for agosto, 2010

fela1

Olá folks ,

Primeiro, desculpem-me pela ausência (estou ainda terrivelment ocupado). Sempre que puder, contudo, continuo tocando a frente este projeto que, ao menos em seu tema, já está bastante caduco.

Geralmente posto neste blog exemplos mais tradicionais das músicas dos países em questão. Não dá, no entanto, para escrever sobre a música da Nigéria sem escrever sobre o pai do afrobeat, Fela Kuti. Kuti foi um músico engajado politicamente (de maneira nem sempre ortodoxas – ele chegou a montar uma comuna de músicos que se auto-proclamou autônoma em relação à Nigéria) e ainda é dono de uma grande inventividade que o fez um dos pioneiros na mistura de genêros africanos à musica ocidental (mescla que, hoje, faz o sucesso de inúmeros musicos como Youssou’n'Dour, Salif Keita ou Sade, esta última também da Nigéria).

O afropop de Fela Kuti é um caldo grosso do jazz, do soul, do blues unido aos cantos tradicionais nigerianos. Em alguns momentos sua música lembra o que Bob Marley e o reggea faz com a música caribenha. O elemento da música negra norte-americana é , no entanto, em Kuti mais evidente. Do jazz ele absorve as longas passagens instrumentais. O elemento africano, no entanto, é nitidamente reconhecível, o que faz do já ótimo groove de Kuti algo bastante especial.

Fiquem com o álbum de 1970:  Fela Kuti – Black Man’s Cry

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Fela Kuti:

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PARAGUAY/

Uma das virtudes da cidade de São Paulo é a enorme quantidade e variedade de atrações gastronômicas e culturais. Tudo pode ser bastante cinzento, feio, ou apenas funcional, por aqui, porém encravado entre os blocos de concreto (quando não de tábuas de madeira…) encontramos de tudo.  Uma das coisas mais legais que encontrei na selva de pedra paulistana foi um restaurante mexicano que convida mariachis para tocar. Há algo muito particular nestas canções fervidas no caldo de espanhóis e indígenas, uma alegria ao mesmo delicada e selvagem que é tanto mais alegre “degustada” meio (ok, é comida tex-mex…mas serve muito bem ao propósito) a fajitas, tacos e margaritas (aliás, a bebida se fala e escreve margArita e não marguErita, como a pizza).

Aproveitando o ensejo, vou fazer uma propaganda gratuita do restaurante, pois vale a pena (liguem para saber quando os mariachis tocam):  RESTAURANTE EL MARIACHI

Um momento interessante destas degustação gastronômicas/musicais em São Paulo foi pedir aos mariachis alguna musica de la revolución” e ouvir um tanto mais tarde uma canção que versa (como, a propósito, versa a segunda canção mais conhecida do México, La Cucaracha) sobre Pancho Villa!

Mencionei a “segunda canção mexicana mais conhecida”, La Cucaracha. O posto de La Cacuracha é apenas o segundo, pois La Bamba é que fica em primeiro lugar, certo? Mas Ritchie Valens era norte-americano!? Sim era, ao que parece ele nem mesmo falava espanhol fluentemente. Mas a canção La Bamba é uma canção do folclore verecruzano (relativo à província de Veracruz, localizada no sul do país, voltada ao golfo do méxico), do folclore jarocho mexicano. Na música verecruzana não ouvimos metais, como ouvimos em alguns grupos de mariachis da capital, a música jarocha é construída, sobretudo, em torno da harpa jarocha (observem na foto acima). O espírito da música, as far as a layman like me is concearned, é, contudo, da mesma alegria delicada e selvagem da música dos mariachis que ouvi por aqui e em outras gravações. Aliás, certa delicadesa selvagem é o que caracteriza a tequila também, não é? O aroma suave e cítrico do aguave (vocês já viram que planta bonita é o aguave-azul?) e o punch do álcool, do sal e do limão.

Bom, como exemplo da música jarocha, veracruzana, ficamos neste post com um álbum de um maravilhoso grupo chamado Tlen Huicani (procuncia-se “tlên ruicaaaaaaani” e significa cantores na língua nuhuatl). Grupo, formado em 1973, que recentemente se apresentou (e gravou um álbum) em conjunto com uma orquestra sinfônica, como vocês podem observar na foto que ilustra este post. O álbum para baixar aqui é o álbum Jarocho de 1991, e vocês encontram nele a versão tradicional de La Bamba.

Se você não tem como ir ao El Mariachi, tomar tequilas, margaritas, comer fajitas e bujitos, divirta-se com o play: Álbum – Tlen-Huicani – Jarocho.

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42-16335476O Tlen-Huicani toca La Bamba (a original):

Umas das centenas de versões de La Cucaracha:

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2062-Joji-Hirota-(32)

A música do Japão entra para a série daquelas que facilmente caberiam em um ciclo do blog. Não, de fato, da minha parte , pois conheço pouco da música de lá. Mas existe grande diversidade dentro da música japonesa, música que obedece aos diversos momentos da vida em sociedade  japonesa de séculos atrás. Temos hoje, música tradicional japonesa de côrte, música de festas japonesas e até mesmo, por exemplo, música de casa de banho. Todas estas músicas com humores diferentes.

Neste post, contudo, vamos fazer a China entrar em cena. Sim, apesar das inúmeras guerras e da rivalidade que existe entre os países, China e Japão são culturas irmãs.

O excelente álbum (pena que não tenho tempo de fazer uma crítica completa), que disponibilizo aqui para baixar, une a música do percussionista japonês Joji Hirota (foto), que toca o taiko, aquele grande bumbo japonês tocado com grandes clavas, assim como sinos e outros instrumentos de percussão japonesa, e Gue Yue, flautista que toca a flauta de bambu chinesa; a flauta, de belíssimo som, que talvez seja a origem da shakuhachi japonesa.

Trata-se de dois excelentes músicos (que , aliás, junto com Paul Brennan do Clannad lançaram o excelente Trisan, inusitada ponte musical entre Irlanda, Japão e China), uma união bastante feliz do som, dos “vôos meditativos”, da fluta de bambu chinesa e do “chute musical” que oferece o taiko e a sempre surpreendente percussão de Hirota.

Se você ainda não tirou um tempo para escutar musica oriental, eis aí uma uma grande porta de entrada: Álbum Joji Hirota & Guo Yue – Red Ribbon

P.S.: Guo Yue, além de um excelente músico ,é um culinarista, como vocês podem conferir no video abaixo.

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Johi Hirota e Hiten Ryu Daiko:

Guo Yue:

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