
É verdade que a famosa frase de Tom Jobim, que dizia que “música popular era só a cubana, a estadunidense e a brasileira, o resto é polca”, é uma enorme bobagem. Mas é igualmente verdadeiro que o Brasil não está mal servido de música popular. De fato há muitíssimo o que ser ouvido por aqui, tanto mais por nós brasileiros – mesmo que sejamos antinacionalistas e defensores de que as coisas, e pessoas, devem ser julgadas e consideradas por seu caráter e não por sua procedência geográfica.
É necessário ouvir Pixinguinha e o choro brasileiro e toda sua riqueza harmônica, rítmica. Sua mistura entre o malandro e o santo barroco…
Poucas apresentações musicais são mais divertidas de assistir do que as do flautista Altamiro Carrilho, um dos últimos nomes da velha guarda do choro.
E quanto ao elegante violão tenor (um violão mais enxuto. de quatro cordas, com um som “gostoso”, como diriam os cariocas) de Garoto?
Que diriam das canções agrestes de Luiz Gonzaga? Do puxar do fole de Tio Bia?
A homenagem neste post vai, no entanto, para o Nordeste e a Banda de Pífanos de Caruaru. Se o choro é boemia nostálgica, o som dos pifes dá um chute na porta. Tem na música brasileira algo mais visceralmente alegre que o som estridente e mágico dos “pifes”? Não. Vamos então de uma homenagem aos Bianos de Caruaru…
Álbum: Banda de Pífanos de Caruaru – No pátio do século XXI.
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