Archive for janeiro, 2012

Apresentação completa do excelente grupo da República de Tuva (uma divisão federal da Federação Russa), Huun-Huur-Tu. O grupo já tocou com os Chietftains e Frank Zappa era um grande fã. Outro tesouro escondido no You Tube!

Share/Save/Bookmark

Related posts

Tags: ,

O tradutor do google anda bem engraçadinho atualmente , já notaram? Traduz, por exemplo, Armandinho por Aerosmith (?!?). E a útil expressão ‘’encher linguiça’’ em alemão virou Füllstoff,  que e’, certamente, um nome bem legal para esta nova seção do blog em que posto (entre outras coisas) vídeos disponíveis no You Tube (sobretudo aproveitando o fato de hoje ser possível postar shows inteiros)

Vai ai’ uma boa dica (aproveitem enquanto esta online!): Um show (quase?) completo do Vartinna, grupo finlandês que interpreta (e reinventa) de maneira contemporânea, mas sem soar comercial ou notavelmente palatável, a tradição musical finlandesa. Vale guardar uma tarde, ou noite, ou manha, entediante para assistir!

Share/Save/Bookmark

Related posts

Tags: ,

307733_217025091703177_100001870621471_545049_857189460_n

Eu acho que dentre todas as vantagens que motivam alguém a escrever um blog a mais legal delas e’ o potencial que este site pode ter de nos aproximar de pessoas com quem partilhamos gostos, valores e etc.

Quando, faz por volta de um ano meio, comecei a escrever este blog, jamais imaginei que iria encontrar os adoráveis ‘folks’ que conheci por aqui pessoalmente. Tanto menos na Irlanda! Tanto menos tocando musica irlandesa na Irlanda!

Contudo, foi o que ocorreu (jolly world!) e no Brasil Celtic Festival, dia 3/11 de 2011, pude conferir a musica dos colegas do Café Irlanda, assim como a musica do excelente grupo Agua Negra (em que toca o amigo Tabhair Rios, ou Vitor Dom Lamh?), sem contar a apresentação do grande virtuose do bandolim, Armandinho Macedo!

Foi excelente cantar na plateia os standarts do cancioneiro irlandês (como Wild Rover ou Whiskey In Jar) em conjunto com os compatriotas do Café Irlanda! Eles certamente (sem deixarem de ser brasileiros) fizeram justiça ‘a musica irlandesa na terra natal ”da musica”.


Igualmente bom foi o show do Agua Negra (foto). Grupo que contou nesta apresentação em Dublim (aguardem as novidades!) com o fiddler, alemão-irlandês-brasileiro, Martin Kraut, Vitor Rios no bouzouki e bandolim, Humberto Monteiro Fernandez na bateria e percussão e um tocador de bodhran que não tenho o nome em mãos (N. do. B.: Kevin Larkin) – mas que e’ muito competente, como são os demais integrantes do grupo!

O Agua Negra, ao contrario do Café Irlanda, não investe no cancioneiro, mas exclusivamente nos sets instrumentais, em que eles mesclam, muito bem, elementos brasileiros (sobretudo do Nordeste, visto que o grupo e’ de Salvador) com a tradição irlandesa. E no que fazem eles não estão, de forma alguma, abaixo do que se ouve nas melhores praças dublinenses! Ouçam o grupo, contando com a participacao de Armandinho, e comprovem!



E então a Inglaterra! Escrevi bastante sobre a musica folk inglesa por aqui e continuarei escrevendo o quanto puder, pois e’ uma tradição belíssima, que esta se renovando como poucas, mas que e’ pouco exportada.

No final de Novembro tomei um voo (que me custou por volta de 40 euros ida e volta; e’ bastante barato viajar pela Europa) para o aeroporto de Leeds/Bradford a fim de conferir o festival Raise Your Banners que ocorre a cada dois anos na cidade de Bradford. Trata-se de um festival voltado a compositores, interpretes e palestrantes engajados politicamente. E dentro do espectro politico trata-se de um festival SOCIALISTA (com letras maiúsculas, como escreve no programa do festival seu patrono, nosso conhecido, Roy Bailey).

Como uma espécie de introdução ao festival pude conferir em um clube de folk da região (o Topic Club) um dos gigantes da musica inglesa: Martin Carthy. Apenas voz e violão e diversas (e belíssimas!) baladas!


No intervalo entres as duas partes da apresentação (entre uma ale e outra! E eu adoro as cask ales inglesas!) pude trocar algumas palavras com Martin Carthy! Ele não entendeu nada do que eu disse!  E acho que também não entendi o que ele disse, visto que ele disse (pelo que entendi!) que ele jamais havia tocado no Steeleye Span (e ele tocou!). Ainda assim foi uma experiência memorável, como foi o show integralmente (que contou também com a participação de ótimos compositores locais – incluindo um Sr. que tocou uma ótima canção baseada em um poema de Heinrich Heine!).

O fato e’ que quando escrevia para o Whiplash sobre folk-rock inglês (faz já uma década!) jamais imaginei que veria figuras como Martin Carthy em carne e osso (no caso de Martin, e’ verdade, mais ossos…)!

E então, no dia seguinte, o festival propriamente dito.  No dia anterior, no Topic Club, a organização do Raise Your Banners havia requisitado a contribuição de alguns voluntários para ajudar na organização do festival. Então lá fui eu! Ate que vi as deliciosas cask ales a venda no saguão… perderam um voluntario! Não que, os bastante amáveis, organizadores tivessem se importado com a ausência do improvável brasileiro.

E no saguão do Kala Sangan Hall (Carl Sagan Hall em indiano?), onde ocorreu o festival, encontrei novamente Roy Bailey, correndo feito o coelho de Lewis Carrol! E novamente tive o prazer de assistir a apresentação do grande sujeito! Além de, antes de sua apresentação, manter o tipo de conversações improváveis que adoro manter: Como aquela que mantive com um casal de idosos de Birmingham a respeito das bandas desta cidade que cresci ouvindo: Black Sabbath, Judas Priest, Deep Purple!

No festival ouvi também os competentes Hall Brothers com a participação da (interessante!) cantora Michelle Plum.


Por fim, pude ouvir outros dos gigantes da musica inglesa: John Tams (ex-Muckram Wakes e Albion Band), acompanhado do, não menos competente, Barry Coope.


No final da apresentação vi alguns CDs à venda e, seguindo a recomendação de um dos adoráveis organizadores, adquiri um disco chamado Alright Jack da banda Home Service, em que tocou, e ainda toca, John Tams. Menciono o fato pois quando cheguei em casa (isto e’, do outro lado do mar da Irlanda…) fiquei de queixo caído! Excelente disco! A banda conta com uma seção de metais fixa e estende, muitas vezes e sem soar ‘pedante’, a estrutura das canções tradicionais para muito além do obvio! Um dos melhores discos do folk-rock inglês, sem duvida alguma! Confiram esta faixa abaixo e tentem manter suas mandibulas grudadas ao cranio!



Esperem por mais desventuras soporíferas (?) e, logo mais, um novo ”ciclo” como nos ‘good ol’ times’.

Cheers!

Share/Save/Bookmark

Related posts

Tags: ,