bandeira-da-suica-131eeO Hackbrett:

O Alpenhorn:

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bokan_stankovic

Voltando à nossa reta de chegada neste longo, demasiado longo, caminho! ;)

Música da Sérvia e desta feita não exatamente a música cigana do país, que já tratamos por aqui através da música de Saban Bjramovovic em conjunto com os Bósnios (e em se tratando de Balcãs é sempre uma felicidade ver uniões como estas) do Mostar Sevdah Reunion, mas uma especial reconstrução da música Sérvia como deveriamos a ouvir nos séculos XVII e XVIII.

Esta reconstrução é realizada pela Ensamble Renaissance que toma melodias do século XIX e as adapta aos instrumentos utilizados na renascença nos Balcãs. Ouvimos então, nossos já conhecidos, complexos padrões ritmicos balcãnicos tocados em gaitas-de-fole, kaval, viola da gamba,gralla; uma mescla, enfim, de instrumentos antigos históricos, conhecidos daqueles que ouvem música antiga, e instrumentos antigos específicos dos Balcãs (vocês encontram mais informações no encarte que vai junto com o álbum para download).

O resultado é não menos que excelente, em especial para os muitos que adoram a música medieval e renascentista e também a música dos Balcãs!

Confiram:Roots of the Balkan – Music & Songs from old Serbia



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serbia-flag

serbia-mapUma excelente brass band da Sérvia:

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photo_harp

Creio que muitos aqui no Brasil conseguem relacionar de algum modo a música paraguaia à sua antiga relação com a harpa, a harpa que hoje denominamos a harpa paraguaia. Poucos , contudo, rendem a esta tradição o valor que ela merece.

A harpa surge no Paraguai, de fato, nos primeiros séculos da colonização da América, no interior do processo da catequização mantido pelos jesuítas. A tradição da harpa espanhola se mesclou assim às tradições dos índios guaranis para formar a música da harpa paraguaia como podemos ouvir hoje. A harpa paraguaia recebe este adjetivo gentílico pois enquanto as harpas no resto do mundo foram agregando pedais e chaves para garantir a possibilidade de emitir semitons (lembram da harpa galesa que utiliza três fileiras de cordas para garantir uma escala cromática, além de um efeito de eco?) a harpa no Paraguai permaneceu em essência a mesma da Espanha renascentista.

Se vocês quiserem saber mais da história da harpa paraguaia, e entendem a língua inglesa, vocês podem ler um artigo e ouvir um mini-documentário da BBC inglesa a respeito: aqui

Aqui vocês encontram uma elucidativa resenha de uma apresentação de César Cataldo, um dos mestres da harpa paraguaia.

Como um, excelente, exemplo da música da harpa paraguia deixo para baixar por aqui um CD de outro grande mestre da harpa paraguia, Enrique Samaniego (este do video abaixo).

No CD Secretos de la Harpa Paraguaya encotramos gravações para melodias tradicionais da harpa paraguaia, tais como Tren Lechero. Melodia esta que, conforme lemos na resenha da apresentação de César Cataldo, emula na harpa o som do “trem leiteiro” a que se refere o título. Melodia cheia de idas e vindas, de paradas e recomeços até chegarmos ao final da jornada imaginária e musical. Movimentação que é, contudo, tranquila como era, afinal, aos nosso olhos, a tecnologia ferroviaria da época em que foi escrita a melodia.

Outro clássico que imita o mundo através de sons, no interior do cânone da harpa paraguaia, é o Pajaro Canpaña. Versão guarani do Pássaro de Fogo de Stravisnsky!? O fato é que a música tradicional sempre esteve repleta de imitações musicais do mundo, das coisas, dos animais. E eis aí glissandos imitando vôos, arpeggios, ciscadas e por aí vai!

Fiquem, então, com este excelente álbum: Enrique Samaniego – Secretos De La Harpa Paraguaia.

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57340752O mestre da harpa paraguaia Enrique Samaniego:

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fela1

Olá folks ,

Primeiro, desculpem-me pela ausência (estou ainda terrivelment ocupado). Sempre que puder, contudo, continuo tocando a frente este projeto que, ao menos em seu tema, já está bastante caduco.

Geralmente posto neste blog exemplos mais tradicionais das músicas dos países em questão. Não dá, no entanto, para escrever sobre a música da Nigéria sem escrever sobre o pai do afrobeat, Fela Kuti. Kuti foi um músico engajado politicamente (de maneira nem sempre ortodoxas – ele chegou a montar uma comuna de músicos que se auto-proclamou autônoma em relação à Nigéria) e ainda é dono de uma grande inventividade que o fez um dos pioneiros na mistura de genêros africanos à musica ocidental (mescla que, hoje, faz o sucesso de inúmeros musicos como Youssou’n'Dour, Salif Keita ou Sade, esta última também da Nigéria).

O afropop de Fela Kuti é um caldo grosso do jazz, do soul, do blues unido aos cantos tradicionais nigerianos. Em alguns momentos sua música lembra o que Bob Marley e o reggea faz com a música caribenha. O elemento da música negra norte-americana é , no entanto, em Kuti mais evidente. Do jazz ele absorve as longas passagens instrumentais. O elemento africano, no entanto, é nitidamente reconhecível, o que faz do já ótimo groove de Kuti algo bastante especial.

Fiquem com o álbum de 1970:  Fela Kuti – Black Man’s Cry

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References1

Fela Kuti:

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