Posts Tagged ‘acordeão’

Passecate

Um parêntese em nosso percurso através da geografia portuguesa para uma rápida entrada sobre a música da concertina em Portugal. A concertina é um instrumento que é como um acordeão, mas que dele se distingue pelo fato de ser um instrumento diatônico (ou seja, não possui todas as notas presentes em um piano) e pela diferença em sua mecânica: a concertina produz um som, pressionada determinada tecla, quando se abre o fole e outro som quando o fole é fechado.

Pudemos ouvir a mesma concertina nas mãos do irlandês Martin O’Connor em post anterior do blog; a ouvimos no play abaixo nas, igualmente excelentes, mãos de portugueses, tocando (ou invés de reels e jigs) “viras”, “corridinhos”, “dois passos” (como os two-steps dos cajuns estadunidenses), e por aí vai…

CD concertina em Portugal.

Aproveitar também para a maior referência na net sobre folclore português, o site (ou sítio), que é também um excelente projeto musical (se puderem, adquiram o CD!), chamado at-tambur. Visitem em: www.attaambur.com

Créditos da foto deste post é do site.

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Já tratamos bastante do violino irlandês, mas até agora nada dos outros instrumentos. Aí vai então um post sobre Máirtín O’Connor, o guitar hero, ou melhor, o accordion hero da Irlanda. O cara já tocou em grandes bandas de música tradicional, como o De Dannan (que não é o nosso Thuatha rs.) e os escoceses do Boys Of The Lough e ainda com uma boa porção de artistas conhecidos do rock, como Mark Knopfler, Elvis Costello e Rod Stewart.

Pela foto postada fica evidente que o acordeão utilizado na música irlandesa não é  como o acordeão mais comum por aqui, o acordeão piano (cujas teclas da mão direita se assemelham as do piano) utilizado por Dominguinhos, Sivucas e muitos outros, mas é um acordeão de botões, como a ‘gaita-ponto’ do Renato Borghetti – e salvo engano se trata na grande maioria das vezes de acordeões diatônicos e não cromáticos (aqueles que tem as ‘notas pretas’ do piano). Acordeonistas que quiserem dizer algo mais útil a respeito sejam bem-vindos! rs.

Seja como for, se trata de excelente música. Confiram o primeiro play de Máirtín O’Connor (aqui).

E uma genial interpretação ao vivo, e irlandesa, de uma peça de Haendel:

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