Posts Tagged ‘gaita-de-fole’

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Mais gaitas no blog! Desta feita um gaiteiro escocês, ou “o gaiteiro” escocês: Fred Morrison.

Fred Morrison, nascido em1963, é um grande virtuoso das gaitas-de-fole  escocesas, não somente da Great Highland Bagpipes, mas também das Reel Pipes  (que vocês podem ver e ouvir no fantástico solo do video abaixo)

Morrison é conhecido por seu piping style bastante peculiar, juntando a antiga tradição gaélica escocesa, com a tradição da ilha South Uist (na Hébridas escocesas, terra dos avós de Morrison). Adicionado a estas tradições Morrison insere ainda seu próprio modo operandis , seu estilo fantasioso, energético e bastante técnico.

Disponibilizo neste post o primeiro álbum de Morrison denominado The Broken Chanter , álbum um pouco mais enraízado, menos ousado que as gravações posteriores, mas igualmente impressionante. Neste álbum Morrison toca sobretudo a GHB (mais tarde Morrison introduz às gravações mais constantemente as uileanns e reel pipes), então para quem gosta das GHB temos aqui uma das mais importantes gravações do instrumento.

CD Fred Morrison – The Broken Chanter.

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Para dar início a nosso percurso (que não será breve!) através da música da Escócia (ou a música de Alba, denominação gaélica do país), nada mais justo e adequado do que começar pelo o “som arquetípico” do país: o som das Great Highland Bagpipes e das Pipe Bands.

As Great Highland Bagpipes, A’ Phìob Mhòr em gaélico escocês, ou simplesmente GHB (não confundir com a banda de punk rock GBH!), podemos considerar, é o mais conhecido instrumento da família das gaitas-de-fole; estas que , como muitos aqui já devem saber, não é uma família de instrumentos oriundos das ilhas britânicas, mas que possui uma extensa história na Europa continental assim como no Oriente Médio.

A GHB escocesa é, entretanto, “a imagem” mundial da gaita; aquela que ouvimos nos desenhos do pica-pau, que alguns odeiam e que muitos (podem me incluir, embora tenha uma queda pelo som das uilleann pipes irlandesas) adoram!

A comparando com sua, bastante distinta, prima irlandesa a GHB é uma gaita menos “plásticas”, musicalmente menos maleável (se trata de uma gaita de curto alcance sonoro, somente nove notas no sistema mixolídio). Contudo, seus três poderosos bordões e sua constituição robusta rendem a GHB o som poderoso e ao mesmo tempo solene que tantos apreciam e que fazem da GHB um instrumento excelente para bandas militares e para ser tocada ao ar livre.

Com efeito, a história das GHB sempre esteve relacionada a seu uso militar. Fosse nos clãs das terras-altas escocesas antes das highland clearances, fosse nos regimentos escoceses no exército da rainha Vitória.

É através vínculo militar que surgem as pipe bands, companhias de gaiteiros e percussionistas (caixas, bumbos, como prevê uma banda militar) que hoje se apresentam em competições mundiais, contando com a participação de companhias de países como a Austrália, Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Irlanda do Norte, entre outros.

De fato, a maioria das companhias de gaiteiros campeãs nestes concursos são “estrangeiras”, de países que não a Escócia. Caso da atual e a mais vezes campeã entre elas a Simon Fraser University Pipe Band que é canadense ou a Field Marshall Montgomery Pipe Band que é da Irlanda do Norte.

Ficamos neste post, então, com um CD da companhia atual campeã, a Simon Fraser University Pipe Band. Começamos nossa jornada pela Escócia com música escocesa do Canadá!

CD Simon Fraser University Pipe Band Live In America

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Simon Fraser University Pipe Band em ação:

Field Marshall Montgomery Band em ação:

GHB solo:

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Hora de tratarmos de música instrumental e tratarmos de música instrumental no norte da Inglaterra significa falar da gaita inglesa, a nurthumbrian smallpipe (ou a “gaita pequena da Nurtúmbria!”)

Esta gaitinha do norte da Inglaterra é irmã da smallpipe escocesa tocada na região sul da Escócia, assim como da border pipe (que como o nome indica é a gaita que se tocava e toca na fronteira, tanto no sul do Escócia como na porção norte da Nortúmbria).

A gaitinha inglesa, no entanto, possui um som mais staccato, mais entre entrecortado. Cada nota sai dela apenas através do manuseio de uma das teclas da cantadeira (ao contrário da smallpipe escocesa, a inglesa tem teclas ao invés de buracos) o que faz com que cada nota saia, em uma analogia poética, “como ervilhas”.

Este som staccato ou “ervilhado”, como queiram, é de fato uma característica da música produzida através da northumbrian pipe. Porém músicos mais experientes da gaitinha como Billy Pigg (o mestre da tradição) e Kathryn Tickell (foto – musa da contemporâneidade) conseguem tirar um som mais amplo, menos quadrado, bem mais próximo ,em alguns momentos, do que se ouve na uilleann pipe irlandesa.

A respeito das danças tocadas, a música da northumbria lembra bastante a música tradicional escocesa, ao modo mais romântico, se assim podemos dizer (penso, por exemplo, nas bonitas árias tocadas por Aly Bain) de tocar jigs, valsas e airs. Creio, entretanto, que a presença de muitos hornpipes seja uma característica particularmente inglesa da música “nortumbriana”.

Fiquem com dois álbuns com a música da gaitinha inglesa:

The Border Minstrell do grande nome da tradição Billy Pigg

E The Borderland, da gaiteira contemporânea Kathryn Tickell

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map-northumbriaVideo: Kathryn Tickel, a musa da Northumbrian SmallPipe:

Old Road Drove, melodia composta por Billy Pigg:

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As bandas de gaitas é uma tradição na região do Trás-Os-Montes no extremo nordeste de Portugal, ainda que hoje encontremos gaitas-de-fole em outras regiões (por exemplo, os Gaiteiros de Lisboa).

Em Trás-Os-Montes os gaiteiros, acompanhados em geral da caixa e do bombo, animavam as festas de pauliteiros (cuja dança tradicional lembra bastante a ‘morris dancing’ dos ingleses), ofícios religiosos, procissões…era como as bandas de casamentos que temos hoje, mas, sem dúvida, mais interessantes!

Em Trás-Os-Montes se toca a gaita-de-fole local a gaita transmontana, ou a gaita mirandesa. Esta gaita, como aponta o excelente artigo deste site, se assemelha à gaita das regiões espanholas fronteiriças a Portugal, como as regiões da Sanabria, Aliste e Zamora. Única é a decoração gravada em madeira, típica das gaitas da região.

Nas últimas décadas ocorreu uma revitalização das bandas de gaitas transmontanas , o que rendeu o surgimento e a popularização de bandas de gaiteiros na região, caso do Galandum Galundaina, banda cujo primeiro play fica por aqui como um excelente exemplo das bandas de gaitas portuguesa!

CD Galandum Galundaina

Fica por aqui então a volta por Portugal. O que acharam da música portuguesa e da exposição que fiz dela por aqui? Comentem!

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