
Da east anglia tomemos rumo ao norte até as “midlands”, os condados que se encontram no meio da Inglaterra (vejam mapa logo abaixo).
É do condado de Nottinghamshire donde vem uma das vozes mais bonitas e importantes da tradição inglesa: Anne Briggs.
Briggs foi uma das vozes encontradas pelos esforços de Ewan MacColl e Al L. Lloyd (nomes de primeira importância na música britânica que trataremos mais adiante) em retomar a tradição da música inglesa na década de sessenta.
Caminhando nas mesmas sendas dos muitos artistas britânicos do final dos sessenta (como Bert Jansch, Christy Moore, John Renbourn, Marthy Cathy e etc.), Anne Briggs lançou alguns poucos álbuns na década de setenta (Anne era uma artista bastante reservada e relutou em voltar ao estúdio e “construir uma carreira”).
Foi o suficiente, contudo, para servir de inspiração para cantores como Eliza Carthy, Kate Rusby assim como para Mairéad Ní Mhaonaigh do Altan; o suficiente, enfim, para termos seu nome em mente quando nos referimos as grandes cantores britânicas.
Dos três álbuns lançado por Briggs particularmente importante é o primeiro LP auto-intitulado. É um álbum bastante “simples”, nada de arranjos jazzísticos, nada de guitarras elétricas. O play é quase que por completo “a capella”. Apenas a intensa interpretação de Anne (de fato, há muito de sean-nós e das baladas escocesas no canto inglês e creio que vice-versa) e as fantásticas e distintas poesias do cancioneiro tradicional inglês.
Destaco aqui duas interpretações de Briggs do cancioneiro inglês:
Primeiramente, a belíssima versão a capella que Briggs grava da tradicional canção Reynardine (presente na interpretação de Sandy Denny no clássico Liege and Lief).
Reynardine é um poema sobre uma bela e fantástica raposa humanóide ( ilustração) que seduz jovens damas a fim de levá-las a sua floresta, a seu “verde castelo”, a fim de “devorá-las” (interprete como quiser…rs).
Outro fantástico clássico do cancioneiro britânico interpretado por Briggs é aquele denominado Young Tambling na gravação de Briggs, mais conhecido, contudo, como Tam Lin.
O poema conta a estória de uma jovem que encontra na floresta um elfo, chamado Tam Lin, e dele se torna grávida (vejam só…). Quando a jovem, mais tarde, retorna a floresta a procura de uma erva de efeito abortivo (vejam só…) ela re-encontra o elfo Tam Lin, que conta a jovem a maneira pela qual ele fora um humano, aprisionado e transformado em elfo pela Rainha dos elfos, e a maneira pela qual na noite de Hallow-een ela poderia salvá-lo de sua “condição elfica” e fazer dele o pai de seu filho.
…para saber como termina história ouçam a canção (baixem o play abaixo) e acompanhem a poesia aqui

Porção Oeste: