Posts Tagged ‘suécia’

frifot

A Suécia foi o país escandinavo que com mais intensidade resgatou e renovou sua música tradicional. Hoje (colhendo os frutos do resgate da música tradicional, sobretudo, a partir da década de 80) são muitas as bandas e músicos tradicionais no país, tais como: Garmarmna, Hedningarna, Vasen, Ranarim, Groupa, além da banda que nos serve de exemplo neste post, o Frifot (foto).

O Frifot é, de fato, uma reunião de três grandes músicos da cena tradicional sueca. Na mandola, na harpa, na fluta sueca (o flojt) e cantando temos, o já nosso conhecido, Ale Möller (que gravou discos com o violinista das Shetlands Aly Bain e possuí diversos outros excelentes projetos); no vocal (o que inclui aqueles cantos em falsetto típicos da Suécia) e no violino a banda conta com Lena Willemark (que gravou diversos álbuns como cantora solo) e, completando o trio, no violino e na säckpipa (gaita-de-fole sueca, ouçam a faixa 7 do CD para download aí embaixo) o Frifot conta com Per Gudmundson, outro grande nome da música sueca.

A música do Frifot é particularmente rica por gravitar em torno dos diversos instrumentos que dominam os músicos do trio. Temos cantos a capella (como a faixa Abba Fader que abre o CD homônimo da banda lançado em 1999), canções conduzidas pela mandola (que é como um grande bandolim) de Möller, canções que utilizam a säckpipa, outras que utilizam harpa, acordeão o violino, uma espécie da salterello (aquele instrumento que recebe diversos nomes através do mundo, em que se bate com um pequeno martelo nas cordas). É, assim, bastante rica em timbres a música do Frifot – além da demonstrar a força e beleza tradicional da música sueca.

Confiram o play homônimo de 1999: CD Frifot

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Frifot em ação:

Frifot 2:

Clipe da banda Garmarna:

Ranarim em ação:

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Bandeira:

sweden_flagMapa (em rosa):

sweden-mapEstocolmo, a capital:

stockholm1A cidade de Lulea no norte:

Per_Domeij_NP_HR_100_70_lulea_gammelstad

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xmasintoender-ceesvanroeden-visitdenmarkUm bônus natalino! O CD natalino do ótimo trio de música tradicional sueca Triakel. Está aí uma desculpa para fugir do especial Roberto Carlos e dos CDs de Harpas Natalinas!!! c[:O)

Curiosidade: Benny Anderson do ABBA toca acordeão neste play…mas não se enganem, ele não tem nada de pop!

CD Triakel Vintervisor

Video do Triakel ao vivo:


Bom Natal para todos!!!

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aly561205889_d8fa2cdd3c

Faço aqui um post extra sobre as Shetlands para escrever sobre um álbum que é um dos meus preferidos no folclore (e não só no folclore). Um, mais do que bem sucedido, encontro entre a música sueca de Ale Möller (frifot) e o violino das shetland de Aly Bain. Ficamos aqui com uma resenha que fiz para a lista dos melhores álbuns da década na revista que hospeda este blog e logo baixo o play para baixar.  Não deixem de conferir é um play, simplesmente, maravilhoso!!!

O violinista Aly Bain, nascido nas Ilhas Shetlands, é mais famoso por seu duo com o excelente acordeonista da música tradicional escocesa continental Phil Cunnigham, assim como é famoso por seus documentários e programas na televisão britânica (entre eles o Transatlantic Sessions que une músicos da tradição britânica e  américana), a colaboração de Bain com o sueco Ale Möller é mais esporádica: Beyond The Stacks é o segundo álbum da dupla.

O que , para mim, é, sobremaneira,  especial em sua dupla com Möller é o modo que Bain faz encontrar seu elegante violino das Shetlands com as tradições escandinávias de Moller e sua mandola (que é como um grande bandolim! ver foto!). De fato, o lado escandinavo da música das Shetlands (que foi colônia Escandinávia em alguns pontos de sua história) aflora neste álbum, a elegância pastoral do violino de Aly Bain encontra sua perfeita harmonia nas escalas menores, na melancolia por hora serena, por hora mesmo obscura, da música tradicional sueca. Temos aí um dialogo perfeitamente harmonioso entre estas duas belíssimas tradições musicais.

O repertório deste Beyond The Stacks, assim como o, igualmente excelente, primeiro play da dupla Fully Rigged, navega entre as melodias tradicionais das Shetlands, como Daa Broon Coo (sim, The Brown Cow no dialeto da Ilha!), irlandesas como O’Farrel’s welcome to Limerick, escocesas continentais como Lady Mary Ramsay, e ainda polskas e marchas suecas comoKing Kar’s marsch; Djavulspolska’ (a polca do diabo!). Entre todas as belíssimas, fortes, melancólicas e sutis  peças que compõem o álbum, destaco, como talvez a minha melodia preferida em toda tradição musical (não consigo chegar a outro veredicto a ouvindo!!!) o lamento otimista de ‘Crying Waltz’ (a valsa chorosa de coloração escandinava) em que Möller envia suas mágoas para longe em sua gaita de boca acompanhada do violino de Bain…ora, não precisava nos fazer chorar de fato!”

CD Aly Bain & Ale Möller

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