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Descobertas: Meiko, Ghost Trains e Tim Wille

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As vezes você tem a sensação estranha de, ao estar muito em contato com determinada coisa, por exemplo, acaba por atrair outras coisas do mesmo universo. Sem comparações, talvez por estar ouvindo muito Bob Dylan, Rufus Wainwright e artistas semelhantes…tem chegado até a mim uma série de nomes do folk e acústico, apostando mais em canções, com maior ou menor apelo pop.

A primeira é a Meiko. A mocinha que ilustra a matéria. Já com toda uma estrutura grande por trás, a guria tem feito um bom barulho nos Estados Unidos. Digamos que ela seja a Mallu Magalhães da Califórnia. Só que mais “pronta” e com melhores composições que a nossa coqueluche (sempre quis usar essa palavra – e sem nenhuma associação irônica com a doença, por favor). Vai lá conferir.

Depois, temos o Ghost Trains, do Reino Unido. Bem mais sombrio e sem as colorações pop do nosso nome anterior, o Ghost Trains é um deleite para quem gosta da melancolia em formato acústico. A escola que vai de Nick Drake a Elliot Smith. Recomendado.

Por fim, e voltando ao EUA, Tim Wille. Bem cru, o rapaz ainda tem um longo caminho pra se desenvolver, mas já demonstra talento. Três nomes interessantes a serem vistos de um estilo que sempre teve gente boa: Bon Iver e Ben Kweller, pra ficar em dois songwriters reverenciados no meio indie.

Sou jornalista e desde 2003 escrevo sobre música, cinema, literatura e outros assuntos em diversos veículos digitais e impressos. Fundei a Movin' Up em 2008. Publiquei os livros "Meu Mundo é Hoje" e "11 Rounds", de contos e "Latitude 19 & Outros Hematomas" (crônicas e poemas).

Published in Descobertas