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Marku Ribas: um alquimista do som

Neste sábado, Marku Ribas, prestas a completar 50 anos de carreira, perdeu a batalha contra o câncer. Gênio da raça, Marku é um dos maiores representantes da música mineira no século XX e, além de tudo, conseguiu entrar no século XXI dialogando muito bem com a nova geração de artistas. O nome de Marku merece muito mais reconhecimento do que normalmente é dado. É pena que (infelizmente) a morte talvez se encarregue um pouco disso.

Como brilhantemente definiu o amigo Pedro Brandt, do Correio Braziliense: “Ribas era um alquimista de ritmos, cheio de suingue, dono de um som criativo, todo próprio, que passava por samba, funk, jazz, música do caribe e ritmos africanos.”

Colcha de Retalhos, por exemplo, é um primor de interpretação e ótima representante dessa mistura:

Zamba Bem é outro clássico:

Marku tocou com gente do gabarito de Chico Buarque, João Donato, Tim Maia e Nara Leão. Em 1985, a convite de Mick Jagger, participou do disco “Dirty Work” dos Rolling Stones tocando percussão.

Sua discografia dos anos 70 é beleza pura. Vá atrás. E obrigado por tudo, mestre.

Sou jornalista e desde 2003 escrevo sobre música, cinema, literatura e outros assuntos em diversos veículos digitais e impressos. Fundei a Movin' Up em 2008. Publiquei os livros "Meu Mundo é Hoje" e "11 Rounds", de contos e "Latitude 19 & Outros Hematomas" (crônicas e poemas).

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Published in Cena BR