Vampire Weekend: don’t believe the hype

Desde o primeiro álbum o Vampire Weekend foi saudado como a salvação da música da semana. “Contra”, o novo disco, chegou de forma surpreendente no topo dos mais vendidos da Billboard. A definição mais comum do som dos caras é, inevitavelmente, um pastiche muito mal feito do Talking Heads. Impossível escapar dessa impressão ao ouvir qualquer um dos dois álbuns.

Por mais que críticos entusiastas possam tecer malabarismos teóricos para justificar o que bem entenderem, o VW não foge disso. É chato, extremamente derivativo e tão pedante quanto enganador.. Não chega nem perto da pior faixa que David Byrne e cia já criaram. “Cousins”, o single, é aceitável. Pouco mais de 2 minutos empolgantes e soporíferos. A alegada influência de “afro-beat” é de fazer corar Fela Kuti.

Tem muita coisa boa acontecendo no . E muito hype que não sobrevive a uma ouvida mais atenta, também. A maioria, diga-se. É compreensível que ganhe pontos no circuito alternativo por usar outras fontes que grande parte das bandas. Por soar diferente do rock “alternativo” mimado de faculdade. Mas é tão frágil quanto.

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Jornalista. Desde 2003, escreve para dezenas de sites e revistas sobre música, cinema, literatura, economia e outros assuntos. É assessor de imprensa e desenvolveu projetos para organizações públicas e privadas, incluindo Tesouro Nacional, CNTE, CGDC, HSM Management, AES Brasil, FIEMG, Mundo FIAT, FSB Comunicações, Votorantim Metais, entre outros. Assina também o blog Crimideia e o tumblr Lobo da Estepe. Fundou a Movin' Up em 2008.

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