Skip to content →

Labirinto: a construção de “Anatema”

Em meados de outubro estive em São Paulo e finalmente pude conhecer a comentada Casa Dissenso, na Vila Madalena, que se tornou referência da cena alternativa em 2009/2010 com shows de dezenas de bandas bacanas e festas movimentadas. Conhecendo-a é fácil entender o porquê: ótimo ambiente, decoração, bela carta de cervejas, espaço para shows com acústica decente e uma loja com diversos mimos pra quem gosta de música, cinema, toy-art, etc. Difícil não se sentir à vontade ali.

Mas minha missão principal era entrevistar Erick Cruxen e Muriel Curi, os cabeças do Labirinto, casados, donos da Dissenso e do melhor disco nacional de 2010, marco na música instrumental brasileira: “Anatema”, já resenhado aqui. No papo abaixo, regado naturalmente a boas cervejas, Erick e Muriel contaram todo o processo de 2 anos e meio da criação do Anatema, detalhes sobre as músicas, a história da banda, dificuldades, acertos, amadurecimento, recepção de público e mídia, shows ao vivo, concepção da arte gráfica, influências do cinema e outras fontes, relação com a atual cena brasileira, como o fator “casal” contribui ou não para a banda, a pós-produção nos EUA com Greg Norman & Steve Albini e outros pontos.

É provavelmente a mais completa entrevista já realizada com eles até hoje. Bruta, sem cortes, informal e direta. O disco está liberado para download gratuito aqui. Abra uma boa cerveja do seu agrado e aproveite.

Jornalista investigativo, crítico e escritor. Publico sobre música e cultura desde 2003. Fundei a Movin' Up em 2008. Autor de 3 livros de contos, crônicas e poemas. Vencedor do Prêmio de Excelência Jornalística (2019) da Sociedade Interamericana de Imprensa na categoria “Opinião”. Finalista do V Prêmio Petrobras de Jornalismo (2018).

Published in Destaques Entrevistas Podcast Crimidéia