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Check List 2010 – Parte I

He's back!

Como o número de lançamentos musicais é sempre muito maior que a capacidade humana de acompanhá-los – e ter tempo pra isso – vale uma geral em algumas das principais obras do ano até aqui. Para ajudar na tarefa, organizei uma lista no Rate Your Music com álbuns que me interessam deste ano. Os que já ouvi estão avaliados com as tradicionais estrelinhas.

O cara aí de cima, Gil Scott-Heron, voltou com um disco bom o suficiente pra figurar entre os melhores do ano: “I’m New Here”, de título irônico, é um cozido eficiente de tudo que marcou a trajetória do músico, poeta (e o escambau), um dos pioneiros do rap. Corinne Bailey Rea foi decepcionante com seu “The Sea”. Ao contrário de Sade e o belíssimo “Soldier Of Love”.

Entrando nos hypes indie’s, o Black Rebel Motorcycle Club não fez grande coisa em “Beat The Devil’s Tattoo”. A exemplo do MGMT e o péssimo “Congratulations”, os queridinhos do Vampire Weekend e seu fraquíssimo “Contra”. Já o Surfer Blood fez algum burburinho com sua estreia, “Astro Coast” e merece ser ouvido.

Duas boas surpresas pra mim: “Transference”, do Spoon, é um ótimo disco dentro da discografia dos caras e foi pouquíssimo comentado (prova que o que vale no universo hipster é o bla-bla-bla gratuito da “novidade” em detrimento da música). E o These New Puritans e o curioso “Hidden”, que precisa de algumas audições para ser digerido. Rufus Wainwright, Arcade Fire, The National, Teenage Fanclub, Josh Rouse, Band Of Horses, Broken Social Scene e Chemical Brothers estão na fila.

Outra volta que me agradou foi do Massive Attack. 7 anos após “100th Window”, os ingleses continuam sabendo o que fazem em “Heligoland”. Coisa fina. Pra ouvir várias vezes.

No metal, alguns bons destaques: Orphaned Land (de Israel) fez um baita disco, ainda que continue se perdendo na ânsia de abarcar muitos estilos ao mesmo tempo. O Rage é sempre mais do mesmo com qualidade constante. Item certeiro pra quem gosta da pegada power sem frescuras dos alemães. “Strings To A Web” não faz feio na discografia.

Alcest, Anathema, Dark Tranquillity, Exodus, Nevermore, Overkill, Pain of Salvation e Royal Hunt integram minha lista dos indispensáveis até agora. Ando com enorme preguiça do novo disco do Iron Maiden. Apesar dos bons comentários sobre “The Final Frontier”, a fórmula exaustiva adotada pela banda principalmente desde a volta de Bruce Dickinson já deveria ter sido levada a outro nível e ter seus excessos cortados. Não é o que parece que Steve Harris e cia conseguiram fazer, mas…

No Brasil, além dos já comentados aqui (Karina Buhr, Mombojó, Apanhador Só, Aerocirco, Ex-Exus, etc), vale correr atrás dos novos de Herod Layne, Nina Becker, Venus Volts, Tulipa Ruiz, Jair Naves, Maquinado, Pata de Elefante, Superguidis e Guizado. Expectativa altíssima para os discos de Labirinto e Nuda, além de Wado, Rómulo Fróes e Mundo Livre S/A, ainda não confirmados para 2010.

Check list preliminar feito, aguarde comentários completos sobre alguns dos títulos citados aqui. E vá atrás do que lhe interessar. De voltas ou novidades, sempre tem muita música boa sendo feita no mundo. Bom pra ressaltar para os nostálgicos e preguiçosos de plantão. See ya.

Jornalista investigativo, crítico e escritor. Publico sobre música e cultura desde 2003. Fundei a Movin' Up em 2008. Autor de 3 livros de contos, crônicas e poemas. Vencedor do Prêmio de Excelência Jornalística (2019) da Sociedade Interamericana de Imprensa na categoria “Opinião”. Finalista do V Prêmio Petrobras de Jornalismo (2018).

Published in Destaques Hard News