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Breviário de novidades: Apanhador Só, Nuda, Superguidis…

Algumas novidades sobre o que andei assistindo, ouvindo e pensando do lado de cá:

  • Bom show do Apanhador Só na sua estreia em Belo Horizonte, no teatro do Oi Futuro. Rapaziada sólida, som redondo, público reduzido mas dedicado. Ao vivo as músicas do elogiado disco de estreia (que ficou em quinto nos melhores do ano de 2010 por aqui) funcionam bem. As viagens de guitarra ganham em solos ricos que não são muito comuns por aí e melodias bonitas que só. “Maria Augusta” tem jeito de hit. “Jesus, O Padeiro e o Coveiro”, “Balão-de-Vira-Mundo” e “Peixeiro” seguem minhas preferidas. A icônica bicicletinha dá um charme especial. E sobrou espaço até para (boas) composições inéditas.  Os rapazes também fizeram suas intervenções “acústico-sucateiras” (releituras do debut em formato próprio, disponível no site deles) nas praças do Papa e da Liberdade, em Belo Horizonte e também em Ouro Preto. Confira a entrevista da banda aqui pra Movin’ em 2010.

  • O Nuda encantou novamente em BH na inauguração do Espaço Fluxo, no Santa Tereza. Com “A Maré Nenhuma” nas mãos (resenha do disco aqui) o show de 1 hora privilegiou naturalmente o novo álbum, já com músicas executadas ao vivo de 2008 pra cá e belas novidades como “Em Nome do Homem”, “Eu e/ou você, doutor” e “Acorde Universal”. Ressaltando o peso e a pegada da nova formação, com um dos melhores instrumentais do Brasil, Antônio Marques substitui com alma o mestre Scalia na bateria. “A Maré Nenhuma”,  a música, já é uma espécie de hino moderno. Daquelas composições que você guarda um carinho especial. O swing é forte e tudo em seu próprio tempo e ritmo. A banda se adaptou bem ao formato quarteto e os caminhos indicam uma incursão maior pelo “rock experimental”, seja lá como você queira interpretar um termo tão amplo assim. Cabe muita coisa na paleta do Nuda e nada aparece por acaso.

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  • Recomendados por eles, fui atrás do disco da Academia da Berlinda, formada por gente escolada da música nordestina. “Olindance” é uma delícia mesmo. A se apreciar melhor. Disponível aqui.
  • Lá atrás, gostei menos do que esperava do show da Karina Buhr no Natura Musical. O disco é bom, a banda de apoio idem (Catatau, Scandurra e Guizado são um trio de respeito), Karina é performática e intensa, ok. Mas a música em si caiu bem pra mim neste 1 ano e meio na praça. Ao vivo sobra performance e energia, falta alguma coisa essencial ali. Um buraco sonoro e de alma que soou estranho.

  • Marcelo Jeneci, por outro lado, deslumbrou novamente. Show apaixonante, público na mão, com direito a bis incluindo “Amado” e “Felicidade”. Ele realmente tem uma conexão especial com o público de BH.
  • Outros lançamentos nacionais que andam frequentando a vitrola: Gui Amabis – Memórias Luso Africanas, Anelis Assumpção – Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa, Romulo Froés Um Labirinto em Cada Pé (que me parece abaixo do antecessor, “Um Chão Sem O Chão”, mas não deve ser apreciado com pressa), Fabio Góes O Destino Vestido de Noiva (belo segundo disco) e Criolo – Nó Na Orelha (ótima produção, algumas pepitas outras músicas dispensáveis e esquecíveis).
  • O Autoramas, a exemplo de bandas gringas, como o Public Enemy (detalhes aqui), decidiu apostar no financiamento dos fãs para o novo disco. Proposta que surgiu e ganhou força em 2009 através de sites como o Sell-A-Band. Gabriel, Flávia e Bacalhau querem arrecadar R$ 14 mil para a produção do disco “Música Crocante”, oferecendo benefícios diversos em troca. Você pode conferir os detalhes – e fazer sua doação – aqui.
  • O Porão do Rock divulgou as atrações da edição 2011. O evento continua gratuito – como nos dois últimos anos – e volta para o complexo do Ginásio Nilson Nelson. Tem muito hardcore e metal, como é típico do festival e nomes independentes de respeito, além de Jon Spencer Blues Explosion (de volta ao Brasil depois de 10 anos) e Helmet como atrações internacionais. Da seleção, destaco: Cidadão Instigado, Dead Fish, Eminence, Hamilton de Holanda, Garotas Suecas, Ratos de Porão, Krisiun, Vespas Mandarinas e Wander Wildner.

Sou jornalista e desde 2003 escrevo sobre música, cinema, literatura e outros assuntos em diversos veículos digitais e impressos. Fundei a Movin' Up em 2008. Publiquei os livros "Meu Mundo é Hoje" e "11 Rounds", de contos e "Latitude 19 & Outros Hematomas" (crônicas e poemas).

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Published in Cena BR Destaques