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Confessionário: Katy Perry

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A idéia da seção, “Confessionário”, é trazer posts que, de certa forma, “admitem” a aprovação de algum artista que, em tese, não sairíamos espalhando aos quatro cantos. O que você ouve e que te envergonha? Ou que você custa a admitir? – seja por qualquer motivo. Pois então. Comecemos com Katy Perry.

A garota tem o hit mais quente do momento, “I Kissed A Girl”, e deve ser a artista mais estourada no mundo, hoje. A princípio, dá pra pensar: “ok, mais uma bobagem do mundo pop, maaais uma garotinha sensual-sugestiva tryin’ to sell yourself”. Pensei o mesmo. Perry, criada em família protestante – os pais são pastores – e a base de música gospel (algo normal em se tratando de Estados Unidos), jura ser muito hétero e nunca ter beijado uma menina.

Bem, isto não importa. Importa é que a música é uma ó-t-i-m-a composição pop, grudenta, bacanuda e bem realizada. E que o clip é sensacional:

httpv://www.youtube.com/watch?v=tpp6MINDTPw

E a letra, tão bacana quanto:

This was never the way I planned
Not my intention
I got so brave, drink in hand
Lost my discretion
It’s not what, I’m used to
Just wanna try you on
I’m curious for you
Caught my attention

I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don’t mind it
It felt so wrong
It felt so right
Don’t mean I’m in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it

No, I don’t even know your name
It doesn’t matter,
You’re my experimental game
Just human nature,
It’s not what,
Good girls do
Not how they should behave
My head gets so confused
Hard to obey

Us girls we are so magical
Soft skin, red lips, so kissable
Hard to resist so touchable
Too good to deny it
Ain’t no big deal, it’s innocent

Um dos hits do ano, é no fim das contas, uma excelente música pop. E ouvindo o MySpace da moça, vê-se que possui outras composições razoáveis, mas nenhuma que chegue a um décimo de I Kissed A Girl. Lily Allen surgiu na mesma toada: uma música foda no cardápio – “Smile” – e uma letra apimentada alfinetando o ex-namorado. A onde de garotas do estilo – Lily, Amy, Katy, Rihanna, etc – parece longe de acabar.

Aliás, difícil não concordar com Perry nesta parte: “nós garotas somos tão especiais/pele macia, lábios vermelhos, tão “beijáveis”/difíceis de resistir, uma delícia de tocar/muito boas para serem negadas”. O grande lance da mulherada é quando elas sabem o poder que tem.

Longe de querer alimentar a modinha bi, Katy sabe brincar com a mente das crianças. E tirar uma boa grana disso. Mas não se esqueça de que essas garotas, afinal, just wanna have fun. 😉

Jornalista investigativo, crítico e escritor. Publico sobre música e cultura desde 2003. Fundei a Movin' Up em 2008. Autor de 3 livros de contos, crônicas e poemas. Vencedor do Prêmio de Excelência Jornalística (2019) da Sociedade Interamericana de Imprensa na categoria “Opinião”. Finalista do V Prêmio Petrobras de Jornalismo (2018).

Published in Mundo